Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2017

Ouro,diamantes, alianças de casamento e outras curiosidades...

 

 

 

publicado por Carlos Tavares às 20:47
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Domingo, 12 de Fevereiro de 2017

Póvoa de Varzim - É bom namorar aqui!

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O Posto de Turismo engalanou-se para a inauguração da exposição “A Lenda dos Namorados da Póvoa de Varzim”, que reuniu, ontem ao final da tarde, algumas figuras emblemáticas da sociedade poveira, que assim deram contexto histórico e social ao Dia de São Valentim no concelho.
O reputado escritor e jornalista poveiro José de Azevedo, a diretora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, e Carlos Tavares, sócio-gerente da Ourivesaria Tavares foram os palestrantes do evento, que contou com o Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, como convidado de honra. O edil aproveitou a oportunidade para anunciar que a Póvoa de Varzim vai celebrar o Dia dos Namorados com uma iniciativa inédita, “É bom namorar aqui”, que “surgiu a partir de uma ideia do Carlos Tavares” e será realizada em parceria com o comércio local.
“Decidimos criar uma imagem e uma lembrança para oferecer a quem vier à Póvoa de Varzim comemorar o São Valentim. Durante todo o dia de 14 de fevereiro, pessoas devidamente identificadas irão visitar e animar os estabelecimentos comerciais, os hotéis, as lojas, os restaurantes e entregar um coração em terracota e um cartão que conta a Lenda da Fortaleza”, confirmou Aires Pereira, que pretende que este “pequeno mimo” sirva para que os casais de namorados “levem uma lembrança da nossa terra e para que fiquem com vontade de voltar à Póvoa de Varzim.”
O autarca falou ainda num projeto para o futuro, com a criação de um espaço na Fortaleza para que os casais apaixonados possam depositar um aloquete, “que faça com que a tradição perdure e a história do amor continue ligada.”
Aires Pereira defendeu a importância deste tipo de iniciativas, por entender que o município tem a “obrigação de ser indutor da tradição que é necessária criar” e deve continuar a “promover parcerias com o comércio local e a elaborar sinergias que potenciem o esforço das empresas na criação de emprego e riqueza, de modo a que as pessoas fiquem ligadas à nossa terra”.
“Sem comércio e sem vendas, o Dia dos Namorados é um dia igual aos outros. Devemos aproveitar estas oportunidades para mudarmos hábitos e para que a Póvoa de Varzim deixe marca e seja lembrada. O que seria das nossas ruas mais icónicas sem comércio? Estariam sem luz, sem gente e vazias de propósito. Destes desafios faz-se emprego e faz-se cidade”, concluiu o edil, depois de deixar um agradecimento à Ourivesaria Tavares, “um exemplo de persistência e de como manter a sua marca sem nunca perder a tradição.”
José de Azevedo começou por explicar que um dos motivos que o levou a aceitar o convite da organização foi o facto de os “poveiros serem renitentes em conhecer a história local e a Póvoa de Varzim ser uma terra parca em lendas, e as que há são demasiado fantasiosas”. De seguida, o escritor prendeu a plateia com “A Nossa Fortaleza e a Lenda dos Namorados”, retratando a bonita história de amor (filial, pátrio e à nossa terra) que é a história da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, a que os poveiros carinhosamente tratam por “Castelo”.
Criada para defender o Reino, e principalmente a enseada poveira (cobiçada pela abundância de sargaço e qualidade e quantidade de peixe), a sua construção foi iniciada no Século XV e só seria finalizada já no Século XVIII. É na Capela da Fortaleza que se concentram mais histórias. Aí, muitas moças de xaile e avental fizeram as suas primeiras juras de amor; a classe piscatória implorou a proteção divina para as suas embarcações e homens do mar; muitos pais assistiram ao salvamento dos seus filhos; muitos noivos imploraram a Nossa Senhora uma união eterna e feliz e, em segredo, colocaram um aloquete em forma de coração no velho pórtico da capela, implorando uma união feliz para toda a vida, que os “amarrasse” na vida e na morte.
Imbuído no espírito da iniciativa que promete animar o concelho poveiro para o Dia dos Namorados, José de Azevedo terminou a sua participação afirmando que “é bom namorar na Póvoa de Varzim!"
Presente para falar um pouco sobre a temática das tendências, das coleções e do “traje de outros tempos”, a diretora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, esclareceu que “o traje de casamento só surgiu com a Rainha Vitória, no século XIX, sendo o branco um sinal de pureza, de virgindade e uma cor que não se associava a nenhum País específico, numa época em que eram frequentes casamentos entre pessoas de diferentes estados na Corte Europeia.”
No entanto, “o povo e a burguesia mantinham o preto, que era a cor das cerimónias e que servia para todas as ocasiões especiais. As mulheres vestiam saia pelas costas, capa, blusa, saia preta, brincos de ouro e fio com cruz e o homem usava fato preto, barrete vermelho ou preto e cordão e relógio de ouro. No caso dos homens, o fato servia inclusivamente de mortalhas, no dia em que iam a enterrar”, concluiu Deolinda Carneiro.
Carlos Tavares focou a sua atenção nas matérias-primas usadas no casamento e nas características do ouro, do diamante e das alianças e anéis de noivado. Relativamente ao ouro, este destaca-se pela cor e brilho, resistência, ductilidade e densidade, enquanto o diamante é o material “mais duro à face da Terra”, é bastante resistente à corrosão e não parte. Ambos os materiais são extremamente raros e apetecíveis para a celebração de ocasiões especiais.
O sócio-gerente da Ourivesaria Tavares passou então a explicar que a aliança foi introduzida no ano de 860 por decreto papal e “simboliza um acordo entre duas pessoas, funcionando como símbolo de eternidade. A sua forma circular e perfeita sem fim realça o que se pretende numa relação e funciona como um ato público, com o casal a colocar um objeto na mão esquerda para destacar a relação”. Em relação ao anel de noivado, Carlos Tavares explicou que a sua existência remonta ao ano de 1477, quando o Arquiduque Maximiliano da Áustria ofereceu um anel de noivado a Maria de Borgonha, que consistia “num aro com um diamante por cima, que abençoaria a relação por ser um material raro e resistente."
Organizada pelo município da Póvoa de Varzim, em parceria com a Ourivesaria Tavares, a exposição contém peças de ourivesaria alusivas ao tema, incluindo uma coleção de réplicas dos diamantes mais raros do Mundo, cortesia da Ourivesaria Tavares.
“A Lenda dos Namorados da Póvoa de Varzim” estará em exposição no Posto de Turismo até ao dia 19 de fevereiro.

SIC: Portal da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

publicado por Carlos Tavares às 15:57
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Sexta-feira, 19 de Agosto de 2016

(Des) Informação!

 

 

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Comecei a minha atividade profissional de comerciante de ourivesaria e perito avaliador no seio da minha família onde a profissão era encarada com muita responsabilidade e sentido ético.

O meu avô, pai, tios e demais colaboradores sempre mostraram muito interesse em aprender, conhecer muito desta arte e partilhar os conhecimentos com todo o grupo de trabalho, de forma a transmitirem uma postura de saber e confiança aos seus clientes.

Esta postura foi padrão durante muitas décadas no nosso país e em todas as ourivesarias, o comerciante de ourivesaria era um profissional respeitado que deveria mostrar confiança, competência e ética profissional.

Quem não se lembra que nas muitas e nas mais emblemáticas ourivesarias nacionais os seus proprietários e colaboradores eram pessoas conhecedoras da sua arte, muitos deles autênticos artistas no desenho e conceção de joias, na classificação de gemas e na peritagem e avaliação das mais antigas e complexas peças de arte.

Que saudades eu tenho desse tempo, eram muitos os especialistas que falavam de ourivesaria com paixão, competência e onde se "respirava" num ambiente de sabedoria.

Desde muito jovem tive oportunidade de assistir a tertúlias com ourives, joalheiros, antiquários, investidores e colecionadores onde calado e atento muito aprendi.

Com o decorrer dos anos estas personalidades foram desaparecendo e infelizmente não houve a sua renovação, apesar de hoje a informação e o conhecimento estarem mais disponíveis e acessíveis.

Recentemente foi-me solicitado a peritagem de um anel comprado numa prestigiada Ourivesaria do Norte de Portugal, pois existia a dúvida por parte do comprador da qualidade do seu metal. Este quis presentear a sua esposa com um anel de platina com diamantes lapidação brilhante, mas surgindo a dúvida entendeu consultar várias ourivesarias da cidade do Porto para então validar a qualidade do mesmo.

Em minha opinião deveria ter-se deslocado a Contrastaria do Porto e teria evitado toda esta desinformação.

Ficou bastante surpreendido e desiludido pois nos três comerciantes de ourivesaria que visitou, foi-lhe dito o mesmo escrutínio, o anel não era de platina mas sim de ouro branco.

Quando analiso o anel e depois de uma breve e simples visualização com uma lupa pude tranquiliza-lo, pois o punção da casa da moeda aplicado no anel era a "Cabeça de Papagaio p/esq. com a inscrição 950", punção utilizado nos artefactos de platina com a qualidade de 0,950.

Ao receber o meu parecer, ficou mais tranquilo e penso que voltou a recuperar a confiança na ourivesaria onde tinha comprado o anel.

Mesmo assim e para lhe esclarecer todas as duvidas aconselhei-o a solicitar um pedido de informação de marca e metal junto da Contrastaria do Porto.

Infelizmente, permitam-me concluir e que apesar dos muitos cursos de peritos/avaliadores que a Casa da Moeda tem vindo a realizar recentemente, são muito poucos os conhecimentos, a experiência, a cultura e a ética comercial por parte de alguns dos atuais comerciantes de ourivesaria e peritos avaliadores.

Fazem peritagens e emitem opiniões de uma forma fácil, sem qualquer conhecimento e rigor cientifico, falam com muitas certezas do que nada ou pouco sabem pondo em causa a honestidade e competência de colegas de profissão com décadas de experiência e provas dadas de competência, saber e honestidade.

 Recomendo mais conhecimento, humildade e vontade de aprender a todos aqueles que se estão a iniciar na profissão de comerciante de ourivesaria e de perito avaliador e também mais moderação nas afirmações e certezas que julgam ter.

 Sou também da opinião que os cursos ministrados pela Casa da Moeda de perito avaliador necessitam urgentemente de uma reformulação pois os conhecimentos e módulos lecionados são insuficientes para preparar peritos capazes de desempenharam a sua função com segurança, competência, profissionalismo e ética profissional.

 O mercado procura neste sector essencialmente confiança nas empresas, na cultura e no conhecimento das pessoas que nele trabalham.

Para esse efeito devemos diariamente através dos nossos atos, dos nossos conselhos, da nossa postura construir uma imagem de confiança.

Atualmente e felizmente ainda existem muito bons profissionais em que o mercado deposita confiança, consequência de anos de experiência, muito estudo e investigação, preocupação com as alterações constantes do sector e gosto e paixão pela profissão.

Desempenhar a atividade de comerciante de ourivesaria e perito avaliador com competência, requer muito mais que um simples diploma.

 

 

publicado por Carlos Tavares às 09:37
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Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2016

Formação continua!

Foi com muito entusiamo e com gosto em adquirir mais conhecimentos que, nos últimos meses, disponibilizei algum do meu tempo para fazer mais formação.

Assim, escolhi duas áreas pelas quais sou apaixonado e que, recentemente, têm sido objeto de muitos novos estudos: a prataria e gemologia.

Foi uma experiência fantástica ter participado no Curso de Peritagem em Prataria no Museu Soares dos Reis, dirigido pelo Doutor Gonçalo Vasconcelos e Sousa.

Aí, tive oportunidade de actualizar os meus conhecimentos e, também, o privilégio de fazer a peritagem a peças únicas do espólio do importante Museu Nacional.

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Achei também importante fazer uma revisão dos meus conhecimentos em Gemologia e frequentei a Ação de Formação em Gemologia Essencial na Contrastaria do Porto.

Um curso intensivo onde revi algumas matérias de gemologia e renovei os meus conhecimentos nesta área de muita complexidade e especificidade. Dei como muito bem empregue o tempo dispendido nesta ação de formação, que contribuiu para a melhoria dos meus conheciemntos. 

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Mais recentemente, concretizei um sonho. Desde há alguns anos, sempre tive a intenção de fazer mais formação em diamantes, na melhor escola do mundo, o Instituto Gemonologico Americano (GIA) .

Desta forma, este mês, participei no "Diamond Grading Lab Class" no GIA de Londres, onde, durante 5 dias, aprendi mais e actualizei os meus conhecimentos acerca do mundo dos diamantes, com o rigor académico e científico deste reconhecido Instituto, dedicando muitas horas no laboratório a certificar diamantes, com o auxílio dos mais modernos e rigorosos equipamentos.

Tive a oportunidade de observar muitas pedras, apoiado por técnicos muito conhecedores e experientes nesta área.

Adorei e recomendo!

Só fazendo formação continua é possivel mantermo-nos actualizados e preparados para novos desafios e peritagens, mas, também, para novas realidades, tais como contrafação, imitações e falsificações.

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publicado por Carlos Tavares às 20:13
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Sábado, 22 de Agosto de 2015

Novo Regime Jurídico das Ourivesarias e Contrastarias

 

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Com a publicação da Lei n.º 98/2015, de 18 de agosto, que aprova o regime jurídico das ourivesarias e contrastarias, cuja entrada em vigor ocorrerá no prazo de 90 dias a contar da data da sua publicação, muitas vão ser as alterações nas rotinas e procedimentos diários dos profissionais do setor.

Depois de uma breve leitura ao documento posso concluir que algumas medidas pretendem atualizar uma serie de leis desajustadas no tempo, combater a criminalidade, a fraude fiscal e branqueamento de capitais, assim como, defender o consumidor e tornar a atividade de ourivesaria mais transparente.

Concluí também que todas os agentes económicos vão ter que fazer um maior esforço na formação e na organização das suas atividades assim como na das suas empresas e, caso não o venham a fazer, vão ter muitas dificuldades em manter a sua função.

Vamos todos ter que sair da nossa zona de conforto. Estávamos habituados e juridicamente orientados por leis com algumas dezenas de anos, desajustadas, por vezes incompreensiveis, confusas e que já não defendiam os agentes económicos, assim como o consumidor.

Perspetivo para breve uma grande discussão (confusão) entre todos os comerciantes, fabricantes, importadores, ensaiadores, lojas de compra de ouro,avaliadores oficiais, pois são raras as exceções em que são bem vindas e pacificas as alterações ou mudanças das leis que regem uma atividade económica.

Para uma melhor e rápida implementação das alterações à lei (já faltam menos de 90 dias para entrar em vigor) é fundamental e necessária a intervenção das várias associações do setor de forma a esclarecer e tirar todas as dúvidas.

Espero!

 

Foto:INCM

publicado por Carlos Tavares às 11:11
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Sábado, 30 de Maio de 2015

Um grande exemplar!

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Desde o século XVI que o valor dos diamantes era obtido com base em determindas características como a pureza, a cor e o peso, referindo-se até como de "primeira água" os de melhor qualidade.

Atualmente um diamante é classificado com base nos "4Cs", Caract (quilate como unidade de peso), Colour (cor), Clarity (pureza) e Cut (talha) que, depois de devidamente identificados, permitam classificar e atribuir o seu verdadeiro valor.

Recentemente tive a oportunidade de observar um grande exemplar de diamante com lapidação brilhante com proporções e polimento excelente, com o peso de 4,01 ct.

Apesar de montado num anel de ouro branco tinha uma cor ligeiramente acentuada (M na escala de cor), era possuídor de uma pureza VS2 e estava certificado pelo Instituto de Gemologia HRD.

Como o valor de um objeto é aquilo que o mercado está disposto pagar por ele e apesar de termos referencias através do Rapaport Weekly Report (relatório semanal dos mercados mundiais de jóias e diamantes), qual o valor que deverei atribuir a esta jóia?

 

 

publicado por Carlos Tavares às 12:33
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Segunda-feira, 25 de Maio de 2015

Estou de volta!

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Acusando alguma falta de disponibilidade encontrei, finalmente o tempo e a motivação para voltar a partilhar, neste espaço, algumas opiniões acerca das minhas paixões.

Depois de um longo período de ausência, e dificuldade, para aqui partilhar as minhas experiências, observações e opiniões, estou resolutamente de volta.

Nos últimos meses chegaram até mim ínumeros objectos para avaliar. Foram muitas e diversas as jóias, relógios, pratas decorativas e pedras preciosas que tive a oportunidade de avaliar e estudar - um período muito rico de vivências e assim como de muita pesquisa e investigação.

Constata-se que com a diminuição do número de "lojas de compra de ouro" e com o aumento da desconfiança, por parte da generalidade das pessoas, acerca da competência e honestidade de muitas das referidas lojas são cada vez mais os que procuram, nos peritos avaliadores, uma opinião profissional, competente e assente em princípios dignos.

Irei, nas próximas publicações, partilhar, aqui, algumas das mais relevantes peças que avaliei nos últimos meses.

Neste hiato que findou aproveitei igualmente para enriquecer o meu portefólio com algumas formações numa área, onde confesso, que eu me sentia desconfortável e onde reconheço existir escassez de peritos capazes e bem preparados.

Desta forma frequentei uma formação na Contrastaria do Porto, ministrada pela Dra. Maria José Trindade sobre o tema "Gemologia Essencial", uma ação de formação que leva o ensino das pedras preciosas ao rigor e exigencia apenas disponíveis no ensino universitário.

Depois deste exigente curso sinto-me capaz e com mais competências e ferramentas para realizar peritagens de pedras preciosas, mais precisamente em todas as pedras de cor como: rubis, esmeraldas, safiras e muitas outras.

Conclui também que, na realidade, escasseiam os profissionais do sector de ourivesaria que dominam as várias tecnicas de observação e classificação de pedras preciosas, uma vez que para se possuir conhecimento pragmático nesta materia o estudo necessita ser contínuo e de índole académica.

Assim, considero proveitoso esta formação encontrando-me disponível para ajudar todos aqueles que necessitem reconhecendo, no entanto, que os meus conhecimentos assentam num principio de aprendizagem e investigação continua; afinal de contas: o saber não ocupa lugar.

 

publicado por Carlos Tavares às 12:54
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Segunda-feira, 24 de Março de 2014

Basta de Insegurança!!

É com enorme desgosto e apreensão que temos assistido a uma onda crescente de assaltos e roubos aos Industriais e Comerciantes de Ourivesaria.

 

A insegurança gera pânico e medo, priva a liberdade do cidadão e do consumidor, consequentemente afecta psicologicamente a confiança, a procura e a aquisição de produtos de Ourivesaria.

 

Todos estes actos criminosos são, cada vez mais, muito bem planeados, executados com sucesso e de uma violência física e psicológica inimaginável há alguns anos atrás. 

As vítimas, muitas delas, acabam por desistir da actividade que desenvolveram durante anos, ficando somente aqueles que não têm alternativa ou insistem na loucura esperançosa de lutar por dias melhores.

Nas horas seguintes a estes atrozes actos o comerciante volta a renovar o seu espaço comercial, renova o seu stock para poder continuar a servir aqueles que nele confiam, mas nada apaga o desgosto que fica. Durante os dias mais próximos, gera-se uma onda de solidariedade entre colegas e clientes, reorganizam-se comportamentos e atitudes, renovam-se os sistemas de segurança na expectativa de que nada volte a acontecer. 

Num sector de actividade muito pouco únido em defesa desta e d'outras causas e com falta de liderança e peso político, por parte das associações do sector, para exigir eficácia na prevenção, no combate, e na adequação do código penal para penalizar, de forma exemplar e justa, todos aqueles que cometem estes crimes. Deveriam, igualmente, reivindicar junto do Poder Central mais meios financeiros, humanos e técnicos junto das forças da autoridade para que as investigações tivessem sucesso e não fossem encerradas prematuramente por falta provas.

Devemos seguir o exemplo de outros sectores como o das pescas, agricultura, revendedores de combustiveis, entre outros, que sempre que lhes bate à porta o infortúnio unem-se em volta de uma causa hasteados sob uma bandeira de apoio e sentido de luta e solidariedade exigindo, daqueles que tem a responsabilidade, a garantia dos seus direitos fundamentais como o da segurança e justiça.

Não podemos, nem devemos, ficar indiferentes a este desagradavel fenómeno e expectantes que a mudança se dê por obra do dívino, continuando a "assobiar para o ar" como se nada estivesse a acontecer. 

Quando fazemos uma visita pelas ourivesarias do nosso país, verificamos que todas elas estão descaracterizadas. Com uma oferta de stock muito reduzida quer em quantidade, quer em qualidade - muito stock de ouro de 9kt e 14kt e aço. Muitas delas estão com a porta fechada, polícia ou segurança à porta e pessoal de atendimento desmotivado e inseguro. 

Perante esta realidade o consumidor não encontra, no sector, as condições ideais para comprar ou adquirir produtos de ourivesaria, hábito que está enraizado na nossa história e cultura. Os poucos resistentes que ainda o fazem, acabam por adquirir objectos de menor valor pois, também eles, já foram vítimas da crueldade da ambição de outros.

Perante este cenário a motivação para aquisição de produtos de ourivesaria vê-se, progressivamente, reduzida, o que está a transformar este sector comercial e industrial, em tempos fonte de muitas receitas em impostos pagos ao País, num sector moribundo.

Têm-se verificado que muitos destes actos bem planeados têm origem em grupos de outros pontos da Europa deslocando-se até junto de nós e aproveitando as facilidades e liberdades que lhes proporcionamos, e concretizando, com suscesso, os seus propósitos. Com a abertura das fornteiras, ao abrigo do Acordo de Shengen, criando a livre circulação dentro de todo o espaço europeu, sem fiscalização ou controlo, estes "profissionais do crime" deslocam-se facilmente, e em poucas horas, encontram-se em vários pontos da Europa o que torna a investigação dos seus crimes inviável. Ressalvo que durante o Euro 2004, as fronteiras portuguesas tinham pontos de fiscalização estratégicos o que permitiu detectar actos ilícitos como contrafacção, trafico de droga, facturas falsas, emigração ilegal e posse ilícita de armas de fogo, entre outros. Isto originou no imediato uma série de receitas fiscais, coimas e contribuiu para a segurança e o sucesso desta medida, infelizmente, temporária.

Perante este exemplo, e outros que poderia citar, não entendo o motivo pelo qual não temos, nas nossas fronteiras o controle mínimo necessário para dissuadir e evitar a entrada de todos os que para cá vem com a pior das intenções. 

 

Finalizo com uma mensagem de apoio a todos os que já foram vítimas, não só de assaltos e da violência a eles agragados,  mas igualmente da inércia e incapacidade das organizações e entidades que têm, como motivo de existência, a nossa defesa e protecção.

 

Se nada for feito futuro aviznha-se negro para todos.

publicado por Carlos Tavares às 11:45
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Terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

Em nove meses fecharam quase dois terços das lojas de ouro

 

Entre abril e dezembro de 2013 encerraram cerca de 63% das lojas existentes no mercado português, revela um estudo da Golden Broker agora divulgado.

A descida abrupta da cotação em cerca de 25% - de 1600 dólares por onça (31 gramas) para 1200 dólares/onça - entre março e junho de 2013, acompanhada pelo aumento da concorrência, estão, segundo a mesma fonte, entre os principais fatores que determinaram o fecho deste tipo de lojas de forma massiva.

Seis anos decorridos do início da crise económica, os portugueses "recorrem cada vez menos à venda de ouro nas lojas de rua como consequência de adaptação à crise e à necessidade de cada vez mais consumir menos", explica João Pinto, trader da Golden Broker.

A compra e venda de ouro, em Portugal, foi um negócio que registou um boom desde 2008 com a entrada da crise financeira, no entanto, poderá ter os dias contados, conclui aquele analista.



Ler mais: http://expresso.sapo.pt/em-nove-meses-fecharam-quase-dois-tercos-das-lojas-de-ouro=f853381#ixzz2sNM96LNz

 

Publicado no Jornal Expresso em 30 de janeiro de 2014

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publicado por Carlos Tavares às 17:31
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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Escrava com liga de chumbo

 

Foi com algum cuidado e rigor que fiz a peritagem a uma pulseira em ouro .

 

O seu proprietário solicitou-me uma avaliação para efeitos de venda, já que tinha sido uma peça comprada há já vários anos e nunca tinha saído da sua embalagem.

 

Vão-se os anéis mas ficam-se os dedos.

 

Tratava-se de uma pulseira em ouro, sem qualquer punção ou marca que pudesse identificar a origem ou teor do ouro, cravada com diamantes irregulares e sem qualquer lapidação, um trabalho muito artesanal e pouco perfeito.

 

Depois de efectuada a pesagem, 52.5g , fiquei com a sensação que o volume da peça não era correspondente com o seu peso, tratava-se de peso excessivo para uma pulseira artesanal.

 

Com a autorização do cliente e na sua presença, descravei um diamante e confirmei que o meu palpite estava certo, no seu interior havia outro metal a preencher os espaço vazios, uma liga de chumbo.

 

Um facto surpreendente para o seu proprietário, pois tinha adquirido esta peça por uma quantia elevada que não quis revelar.

 

Perante este facto não atribui qualquer valor à pulseira, pois não é possível calcular a quantidade de ouro no peso total da peça.

 

Foi para mim uma surpresa desagradável, mas uma experiência enriquecedora.

publicado por Carlos Tavares às 16:28
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