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  <title>        VALOR REAL </title>
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Notas de um Perito e Avaliador de Artigos com Metais Preciosos e Materiais Gemologicos.
Os meus estudos, investigações e avaliações sobre algumas das minhas paixões: ourivesaria, numismática, pedras preciosas, ...</subtitle>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2020-04-12T13:33:00</issued>
    <title>O simbolismo dos "Ovos da Páscoa"</title>
    <published>2020-04-12T12:36:28Z</published>
    <updated>2020-04-12T12:38:04Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="sapomedia videos"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/VONWUQq435I?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div id="content" class="style-scope ytd-expander"&gt;
&lt;div id="description" class="style-scope ytd-video-secondary-info-renderer"&gt;O ovo como símbolo também é bastante antigo, representa a fertilidade e o renascimento da vida.  Desde sempre a troca de ovos no Equinócio da Primavera (21 de Março) era um costume que celebrava o fim do Inverno e o início da primavera. Eram enterrados ovos pelos agricultores para obterem boas colheitas. Com o Cristianismo a Páscoa cristã começou a ser celebrada, a cultura pagã de festejo da Primavera foi integrada na Semana Santa. Os cristãos passaram a ver no ovo um símbolo da ressurreição de Cristo, sendo também um símbolo de nascimento. Estas tradições serviram também de inspiraram para alguns joalheiros e mestres ourives. O mais conhecido de todos foi joalheiro Russo Peter Carl Fabergé.  A história começou com o Czar Alexandre III, em 1885. Maria Flodorovna, era princesa Dagmar da Dinamarca, e foi enviada para longe da sua família para um casamento combinado com o Czar da Rússia. Sentindo-se sozinha numa terra estranha, Maria sofria de saudades de casa e de depressão. Ao ver a sua tristeza, o Czar encomendou uma jóia em forma de ovo para oferecer à sua esposa como presente de Páscoa. Assim surgiu o primeiro ovo Fabergé. Maria ficou maravilhada com o requinte do ovo e tornou-se tradição criar ovos, dois por ano, como presente para as esposas e mães dos membros da aristocracia e assim começou uma tradição Os ovos Fabergé são objetos de fascínio, mistério e de um trabalho artístico excecional com uma combinação de esmalte, metais e pedras preciosas, escondiam surpresas e miniaturas. Entre 1885 e 1916, Peter Carl Fabergé criou 50 ovos altamente artísticos e criativos para a família real russa.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id="always-shown" class="style-scope ytd-metadata-row-container-renderer"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2020-04-06T00:45:00</issued>
    <title>O momento para o renascer...</title>
    <published>2020-04-05T23:48:50Z</published>
    <updated>2020-04-05T23:52:56Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 800px; padding: 10px 10px;" title="836BD916-5612-49D0-835B-32935175BCE7.jpeg" src="https://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B3518ccae/21754930_otfWU.jpeg" alt="836BD916-5612-49D0-835B-32935175BCE7.jpeg" width="800" height="500" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo Darwin, “os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente." Num clima de medo e incertezas que vivemos presentemente estamos a ter uma reação perfeitamente natural, procurando garantir as nossas necessidades básicas: a segurança, alimentação, saúde e a defesa da nossa família e património. Este estado emocional não nos permite despertar para outras emoções, inibindo-nos de sonhar, de fazer projetos a médio-longo prazo e de assumir certos compromissos. Para além disso, vemo-nos obrigados a enfrentar um clima de adaptação e aprendizagem a uma nova realidade, num novo mundo e numa nova consciência da sociedade. Iniciamos um processo de criação de uma nova mentalidade assente noutros paradigmas, de novos padrões comportamentais e também de redefinição de prioridades e objetivos. Surgem, ainda, novos sinais e lições que devemos saber interpretar. Num mundo assente no conceito de globalização, estamos a aprender que não podemos, nem devemos ficar reféns de um cliente, de um fornecedor, de um país ou de um continente. Estamos perante uma oportunidade para o renascimento de uma nova Europa, mais forte, mais solidária, que defende e protege a sua economia e a sua identidade, promove e defende os seus recursos, as suas capacidades, o seu conhecimento e o seu património. Uma Europa disponível, mas não refém. Nesta nova realidade, as economias locais e regionais foram as primeiras a responder de acordo com as necessidades. Reinventaram-se e souberam ir ao encontro dos desafios e dos que estão mais próximos, com um espirito solidário e de missão, defendendo a sua comunidade. Os mercados locais, o comércio de rua e as pequenas indústrias tomaram prontamente decisões difíceis mas corajosas e foram fundamentais no apoio prestado às suas comunidades. Os mercados também se adaptaram por necessidade de obedecer às novas regras e a um novo ecossistema onde a disponibilidade, a capacidade de gerar mudanças, o respeito pela sociedade e pelas suas necessidades foram os catalisadores desta transformação. Será que, após esta fase, estaremos mais sensíveis a viver a vida com mais intensidade, valorizando as artes e experienciando o processo criativo? Será que estaremos mais abertos a respeitar e valorizar o mestre artesão e todo o seu saber? Será o momento para o renascer das jóias “Made in Portugal”, em contraponto com as importações de má qualidade, sem valor acrescentado? Assistiremos a uma revalorização da jóia intemporal, que atravessa o tempo, ao invés do consumo da peça descartável com tempo e durabilidade definida? Acredito que será pedido muito mais respeito pelos recursos naturais e sentida uma profunda vontade de recuperar memórias e legados. Novos modelos de negócio vão surgir assentes em experiências e em recuperação de técnicas e desenhos. Penso, ainda, que vamos estar novamente sensíveis a entender a jóia como uma reserva de valor, associada a uma história de família, a um momento importante da vida que vamos cuidar e querer deixar para a geração seguinte. A figura do Mestre, do artesão, do detentor do know-how, bem como o respeito pelo mesmo, pelas suas experiências e técnicas serão muito reconhecidos. As marcas sentirão a necessidade de criar e ter esta figura perante um cliente que vai querer conhecer as pessoas, os artistas e quem está por trás da organização. O processo produtivo, os recursos humanos, as origens das matérias primas e o respeito pela comunidade terão de estar disponíveis e serem transparentes. Perante uma enormidade de oportunidades, num novo mercado com novas regras, mais sensível a pequenos detalhes que transformam o bom em excelente e com muito mais respeito pela humanidade. Não podemos mudar os ventos mas está ao nosso alcance mudar as velas para aproveitarmos o vento que nos levará ao nosso rumo. Chegou a hora de nos adaptarmos a este novo meio!&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2020-03-30T18:50:00</issued>
    <title>Diamantes com Estórias - Cullinan</title>
    <published>2020-03-30T17:51:20Z</published>
    <updated>2020-03-30T17:53:22Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="sapomedia videos"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/QOWNpzSTJ7g?feature=oembed" width=" 480" height="270" frameborder="0" style="width: 640px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos"&gt;O brilho dos diamantes exerceu desde a antiguidade um grande fascínio nos homens. alguns diamantes incitaram guerras, outros criaram impérios,, uns trouxeram sorte e outros tragédias e até morte...mas todos tem algo em comum: atrás de cada diamante há uma estória.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2020-03-26T17:14:00</issued>
    <title>Investimentos em Ouro</title>
    <published>2020-03-26T17:18:01Z</published>
    <updated>2020-03-26T17:18:01Z</updated>
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    <content type="html">&lt;div dir="auto"&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;Deixo aqui algumas considerações acerca dos investimentos em ouro.&lt;/div&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;Partilho com todos a minha experiência e recomendações.&lt;/div&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;Aproveitem e fiquem em casa!&lt;span class="q9uorilb tbxw36s4 knj5qynh kvgmc6g5 ditlmg2l oygrvhab nvdbi5me fgm26odu gl3lb2sf hhz5lgdu" aria-label="🤜"&gt;&lt;span aria-hidden="true"&gt;&lt;img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/te3/1/16/1f91c.png" alt="" width="16" height="16" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="q9uorilb tbxw36s4 knj5qynh kvgmc6g5 ditlmg2l oygrvhab nvdbi5me fgm26odu gl3lb2sf hhz5lgdu" aria-label="🦠"&gt;&lt;span aria-hidden="true"&gt;&lt;img src="https://static.xx.fbcdn.net/images/emoji.php/v9/t0/1/16/1f9a0.png" alt="" width="16" height="16" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p class="sapomedia videos"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/9wu3Z47UZEQ?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia videos"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div dir="auto"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <title>Passo a apresentar o meu novo canal no youtube</title>
    <published>2020-03-22T18:14:18Z</published>
    <updated>2020-03-22T18:25:27Z</updated>
    <content type="html">&lt;p class="sapomedia videos"&gt;&lt;iframe src="https://www.youtube.com/embed/Cxr3-2rdIuw?feature=oembed" width="480" height="270" frameborder="0" style="width: 480px; padding: 10px 10px;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de muitos amigos e clientes insistirem comigo, lá criei um canal no Youtube.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aderi a esta nova forma de comunicar global.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O propósito deste canal é o mesmo que este blog, é partilhar os meus estudos, investigações e avaliações sobre algumas das minhas paixões: ourivesaria, numismática, pedras preciosas, ...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Espero que seja do vosso agrado e aguardo os vossos desafios e questões. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2020-03-01T14:39:00</issued>
    <title>Os amores eternos da Tavares</title>
    <published>2020-03-01T14:41:33Z</published>
    <updated>2020-03-01T15:13:04Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="width: 750px; padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="D46B01FA-2F9E-479A-A211-68321012AA5E_1_201_a.jpeg" src="https://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B72173e7d/21705498_oYzmb.jpeg" alt="D46B01FA-2F9E-479A-A211-68321012AA5E_1_201_a.jpeg" width="750" height="597" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde muito cedo, recordo-me de ouvir histórias de amor por entre as paredes da nossa ourivesaria. Histórias que, muitas vezes, eram partilhadas e enaltecidas nos nossos momentos em família. Sempre momentos de celebração. Sempre momentos felizes. Cresci a saber e sentir que ali havia muito mais do que um espaço comercial. Não vendíamos somente joias. Partilhávamos momentos. Partilhávamos sentimentos. Ali celebrávamos – e continuamos a celebrar – o lado mais valioso da vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este sentimento cresceu, consolidou e acompanhou-me sempre. Até hoje, posso dizer. O saber que a casa Tavares é muito mais do que uma empresa. Carrega uma missão de ouro. É, tantas vezes, o ombro amigo que acolhe quem a visita. Um refúgio. O lugar onde se vai em busca da materialização dos sentimentos. Da textura perfeita que lhes dá forma. A Tavares não é nossa, é de todos e de todas que caminham até ela. Que entram nesta casa para partilhar connosco os seus momentos de celebração. Há momentos mais sublimes do que estes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a passagem do tempo e os dias que correm velozes, por vezes esquecemo-nos de parar. Mergulhar nas nossas memórias e perceber porque somos hoje o que somos, porque seguimos o nosso caminho. E num desses mergulhos no meu ser, encontrei a razão que me fez acreditar que os amores que passam pela casa Tavares são preciosos e eternos. Lembrei-me de um casal que recebi, em 2013, como tantos outros, no nosso espaço. Vinham repletos de uma luz que ilumina os apaixonados. Mão na mão, sorriso nos lábios, passos mais lentos pela passagem do tempo. O Adão e a Fernanda. Esse casal que 25 anos antes nos tinha procurado para materializar a celebração das suas bodas de prata. Reconheci-os de imediato. Nunca nos esquecemos daqueles que personificam a nossa mais valiosa missão. O nosso dever. Este nosso propósito. Era então chegado o momento de os receber para a celebração das suas bodas de ouro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse momento de partilha do lado mais valioso da vida, recuámos até 1963. Data em que o meu pai recebeu o jovem Adão para o acompanhar na escolha mais preciosa e certa da sua vida: o anel de noivado que ficaria para sempre no dedo da sua amada, Fernanda. Recordo-me bem das histórias que o meu pai contava. Também ele sabia que os amores eternos existem e têm forma. Esse sentimento iluminava as suas palavras e transformava as suas frases em melodia. Essas histórias de amor real, que testemunhamos ao longo de várias vidas e gerações e que continuo a querer partilhar com todos. Com a minha família e com todas as pessoas que entram nesta nossa casa. Também elas são a nossa família, porque nos trazem tanto de si e levam para sempre –  nos seus legados – tanto de nós.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Adão e a Fernanda e muitos outros que – se o tempo me permitir – vos contarei um dia, foram a inspiração para este novo ciclo da Tavares que pretende dar voz às Histórias de Amor que passam por nós e vivem fora dos livros. Foi este o instante que me fez parar, pensar, refletir e sorrir ao perceber o quão valiosa é a nossa missão: cravar no mais nobre metal todo o amor, a esperança, o orgulho de fazermos parte de momentos únicos, ímpares e felizes. E trazê-los connosco na memória para a eternidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É este o nosso compromisso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A História de Amor do Adão e da Fernanda que viveu e floresceu fora dos livros está já escrita. Era tão bela que não quis deixar de registá-la logo a seguir, em 2014.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com lealdade,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Carlos Tavares&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2017-02-24T16:48:00</issued>
    <title>Reflexôes sobre Empresas Familiares</title>
    <published>2017-02-24T17:20:41Z</published>
    <updated>2017-02-24T17:20:41Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="ana_e_carlos_tavares.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Gd315c225/20274803_0Hzos.jpeg" alt="ana_e_carlos_tavares.jpg" width="241" height="234" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ascender à liderança de uma empresa é dar um salto astronómico na evolução profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ser a pessoa que está no último patamar é sinónimo da responsabilidade última sobre as principais e mais impactantes decisões numa organização, pelo que o seu perfil e capacidades devem estar em consonância com os objetivos pretendidos para a sociedade.&lt;br /&gt;Associando-se a imperativa necessidade de sucessão da gestão nas empresas familiares ao natural desejo das gerações mais novas em assumir esta função de enorme poder, estão criadas as principais condições para se delinear e implementar um plano de preparação dos futuros líderes.&lt;br /&gt;Para além da necessária e contínua postura formativa pessoal, a experiência profissional desempenha um papel fulcral nesse processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Sendo importante percecionar esta situação, o estudo da Russel Reynolds debruçou-se sobre qual a trajetória profissional dos CEO.&lt;br /&gt;Os resultados confirmaram a ideia de, nas empresas familiares, a sucessão ser normalmente assegurada por membros internos à própria entidade: mais de dois terços das respostas.&lt;br /&gt;Contudo, analisando-se os extremos opostos, constata-se que esta realidade em Espanha representa cerca de 85% dos casos, em contraste com os 58% da Alemanha.&lt;br /&gt;Estes dados não permitem intuir se os sucessores são ou não da família, mas o que podem representar de mais significativo, e que os sócios e líderes atuais da empresa devem ponderar aquando da definição do perfil ou do planeamento da preparação de potenciais gestores, é o impacto que experiências em entidades externas à própria organização poderão ter na formação dos seus futuros líderes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Virgílio Aristides Tavares cumpriu o serviço militar no início do séc. XX, tendo estado em França na I Grande Guerra Mundial, saindo do Exército Português como 2º Sargento. Associando a sua aprendizagem da arte de ourivesaria no Porto à sua veia empreendedora, funda em 1922 a Ourivesaria Tavares, com sede na Rua da Junqueira, nº 54, Póvoa de Varzim.&lt;br /&gt;Num contexto económico difícil, rapidamente percebeu que o desenvolvimento do negócio implicava a conquista de clientes noutras terras, pelo que passou a comercializar as peças que confecionava nas feiras semanais e anuais de muitas terras vizinhas ou mesmo mais longínquas. Do seu casamento com Isolina Andrade nasceram quatro filhos, dos quais dois - Miguel e Simão Tavares – asseguraram a continuidade do negócio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A 5 anos de alcançar o seu centenário, a Ourivesaria Tavares é liderada por Ana e Carlos Tavares.&lt;br /&gt;Estes dois irmãos e membros da 3ª geração, filhos de Miguel Tavares, que assumiram a propriedade da empresa em 2010, têm sido uns grandes impulsionadores do negócio.&lt;br /&gt;O Carlos, após conclusão do ensino secundário, passou a frequentar e a ajudar o pai na ourivesaria da familia. O interesse pelo negócio leva-o a fazer diversa formação especializada na área dos metais preciosos e dos diamantes, sendo atualmente um reconhecido perito e avaliador de bens na área da ourivesaria, joalharia, relojoaria, numismática e pratas decorativas.&lt;br /&gt;Com o seu impulso, a Ourivesaria Tavares foi a 1ª empresa portuguesa de conceção, manufatura e comercialização de produtos de ouro, prata, joalharia e relojoaria, certificada pela norma de qualidade ISO 9001.&lt;br /&gt;Peças únicas e exclusivas, arte sacra, marca própria de alianças (Wedd), representação de reconhecidas marcas, loja online, participação em feiras e exposições da área são uma evolução suportada na seriedade e serviço que vão assegurar a sua competitividade e transição para a 4ª geração familiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;In "Vida Económica" de 25 de Fevereiro de 2017&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2017-02-23T20:47:00</issued>
    <title>Ouro,diamantes, alianças de casamento e outras curiosidades...</title>
    <published>2017-02-23T20:49:57Z</published>
    <updated>2017-02-23T20:51:15Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="sapomedia videos"&gt;&lt;iframe src="//cdn.embedly.com/widgets/media.html?src=https%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fembed%2FjKUUh63-lvs%3Ffeature%3Doembed&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.youtube.com%2Fwatch%3Fv%3DjKUUh63-lvs&amp;image=https%3A%2F%2Fi.ytimg.com%2Fvi%2FjKUUh63-lvs%2Fhqdefault.jpg&amp;key=4eb58034def64e7d9fd85869210c7d0d&amp;type=text%2Fhtml&amp;schema=youtube" width="640" height="360" scrolling="no" frameborder="0" style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2017-02-12T15:57:00</issued>
    <title>Póvoa de Varzim - É bom namorar aqui!</title>
    <published>2017-02-12T15:59:08Z</published>
    <updated>2017-02-12T16:21:14Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="028.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bf2155f67/20249910_zLKvz.jpeg" alt="028.jpg" width="500" height="321" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;img style="padding: 10px; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" title="022.jpg" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd2028d30/20249916_Azffu.jpeg" alt="022.jpg" width="500" height="321" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Posto de Turismo engalanou-se para a inauguração da exposição “A Lenda dos Namorados da Póvoa de Varzim”, que reuniu, ontem ao final da tarde, algumas figuras emblemáticas da sociedade poveira, que assim deram contexto histórico e social ao Dia de São Valentim no concelho.&lt;br /&gt;O reputado escritor e jornalista poveiro José de Azevedo, a diretora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, e Carlos Tavares, sócio-gerente da Ourivesaria Tavares foram os palestrantes do evento, que contou com o Presidente da Câmara Municipal, Aires Pereira, como convidado de honra. O edil aproveitou a oportunidade para anunciar que a Póvoa de Varzim vai celebrar o Dia dos Namorados com uma iniciativa inédita, “É bom namorar aqui”, que “surgiu a partir de uma ideia do Carlos Tavares” e será realizada em parceria com o comércio local.&lt;br /&gt;“Decidimos criar uma imagem e uma lembrança para oferecer a quem vier à Póvoa de Varzim comemorar o São Valentim. Durante todo o dia de 14 de fevereiro, pessoas devidamente identificadas irão visitar e animar os estabelecimentos comerciais, os hotéis, as lojas, os restaurantes e entregar um coração em terracota e um cartão que conta a Lenda da Fortaleza”, confirmou Aires Pereira, que pretende que este “pequeno mimo” sirva para que os casais de namorados “levem uma lembrança da nossa terra e para que fiquem com vontade de voltar à Póvoa de Varzim.”&lt;br /&gt;O autarca falou ainda num projeto para o futuro, com a criação de um espaço na Fortaleza para que os casais apaixonados possam depositar um aloquete, “que faça com que a tradição perdure e a história do amor continue ligada.”&lt;br /&gt;Aires Pereira defendeu a importância deste tipo de iniciativas, por entender que o município tem a “obrigação de ser indutor da tradição que é necessária criar” e deve continuar a “promover parcerias com o comércio local e a elaborar sinergias que potenciem o esforço das empresas na criação de emprego e riqueza, de modo a que as pessoas fiquem ligadas à nossa terra”.&lt;br /&gt;“Sem comércio e sem vendas, o Dia dos Namorados é um dia igual aos outros. Devemos aproveitar estas oportunidades para mudarmos hábitos e para que a Póvoa de Varzim deixe marca e seja lembrada. O que seria das nossas ruas mais icónicas sem comércio? Estariam sem luz, sem gente e vazias de propósito. Destes desafios faz-se emprego e faz-se cidade”, concluiu o edil, depois de deixar um agradecimento à Ourivesaria Tavares, “um exemplo de persistência e de como manter a sua marca sem nunca perder a tradição.”&lt;br /&gt;José de Azevedo começou por explicar que um dos motivos que o levou a aceitar o convite da organização foi o facto de os “poveiros serem renitentes em conhecer a história local e a Póvoa de Varzim ser uma terra parca em lendas, e as que há são demasiado fantasiosas”. De seguida, o escritor prendeu a plateia com “A Nossa Fortaleza e a Lenda dos Namorados”, retratando a bonita história de amor (filial, pátrio e à nossa terra) que é a história da Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição, a que os poveiros carinhosamente tratam por “Castelo”.&lt;br /&gt;Criada para defender o Reino, e principalmente a enseada poveira (cobiçada pela abundância de sargaço e qualidade e quantidade de peixe), a sua construção foi iniciada no Século XV e só seria finalizada já no Século XVIII. É na Capela da Fortaleza que se concentram mais histórias. Aí, muitas moças de xaile e avental fizeram as suas primeiras juras de amor; a classe piscatória implorou a proteção divina para as suas embarcações e homens do mar; muitos pais assistiram ao salvamento dos seus filhos; muitos noivos imploraram a Nossa Senhora uma união eterna e feliz e, em segredo, colocaram um aloquete em forma de coração no velho pórtico da capela, implorando uma união feliz para toda a vida, que os “amarrasse” na vida e na morte.&lt;br /&gt;Imbuído no espírito da iniciativa que promete animar o concelho poveiro para o Dia dos Namorados, José de Azevedo terminou a sua participação afirmando que “é bom namorar na Póvoa de Varzim!"&lt;br /&gt;Presente para falar um pouco sobre a temática das tendências, das coleções e do “traje de outros tempos”, a diretora do Museu Municipal, Deolinda Carneiro, esclareceu que “o traje de casamento só surgiu com a Rainha Vitória, no século XIX, sendo o branco um sinal de pureza, de virgindade e uma cor que não se associava a nenhum País específico, numa época em que eram frequentes casamentos entre pessoas de diferentes estados na Corte Europeia.”&lt;br /&gt;No entanto, “o povo e a burguesia mantinham o preto, que era a cor das cerimónias e que servia para todas as ocasiões especiais. As mulheres vestiam saia pelas costas, capa, blusa, saia preta, brincos de ouro e fio com cruz e o homem usava fato preto, barrete vermelho ou preto e cordão e relógio de ouro. No caso dos homens, o fato servia inclusivamente de mortalhas, no dia em que iam a enterrar”, concluiu Deolinda Carneiro.&lt;br /&gt;Carlos Tavares focou a sua atenção nas matérias-primas usadas no casamento e nas características do ouro, do diamante e das alianças e anéis de noivado. Relativamente ao ouro, este destaca-se pela cor e brilho, resistência, ductilidade e densidade, enquanto o diamante é o material “mais duro à face da Terra”, é bastante resistente à corrosão e não parte. Ambos os materiais são extremamente raros e apetecíveis para a celebração de ocasiões especiais.&lt;br /&gt;O sócio-gerente da Ourivesaria Tavares passou então a explicar que a aliança foi introduzida no ano de 860 por decreto papal e “simboliza um acordo entre duas pessoas, funcionando como símbolo de eternidade. A sua forma circular e perfeita sem fim realça o que se pretende numa relação e funciona como um ato público, com o casal a colocar um objeto na mão esquerda para destacar a relação”. Em relação ao anel de noivado, Carlos Tavares explicou que a sua existência remonta ao ano de 1477, quando o Arquiduque Maximiliano da Áustria ofereceu um anel de noivado a Maria de Borgonha, que consistia “num aro com um diamante por cima, que abençoaria a relação por ser um material raro e resistente."&lt;br /&gt;Organizada pelo município da Póvoa de Varzim, em parceria com a Ourivesaria Tavares, a exposição contém peças de ourivesaria alusivas ao tema, incluindo uma coleção de réplicas dos diamantes mais raros do Mundo, cortesia da Ourivesaria Tavares.&lt;br /&gt;“A Lenda dos Namorados da Póvoa de Varzim” estará em exposição no Posto de Turismo até ao dia 19 de fevereiro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SIC: Portal da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2016-08-19T09:37:00</issued>
    <title>(Des) Informação!</title>
    <published>2016-08-19T10:27:26Z</published>
    <updated>2016-08-19T11:16:21Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="CT.jpg" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bae0476c0/19846763_nuohy.jpeg" alt="CT.jpg" width="500" height="331" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Comecei a minha atividade profissional de comerciante de ourivesaria e perito avaliador no seio da minha família onde a profissão era encarada com muita responsabilidade e sentido ético&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O meu avô, pai, tios e demais colaboradores sempre mostraram muito interesse em aprender, conhecer muito desta arte e partilhar os conhecimentos com todo o grupo de trabalho, de forma a transmitirem uma postura de saber e confiança aos seus clientes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Esta postura foi padrão durante muitas décadas no nosso país e em todas as ourivesarias, o comerciante de ourivesaria era um profissional respeitado que deveria mostrar confiança, competência e ética profissional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Quem não se lembra que nas muitas e nas mais emblemáticas ourivesarias nacionais os seus proprietários e colaboradores eram pessoas conhecedoras da sua arte, muitos deles autênticos artistas no desenho e conceção de joias, na classificação de gemas e na peritagem e avaliação das mais antigas e complexas peças de arte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Que saudades eu tenho desse tempo, eram muitos os especialistas que falavam de ourivesaria com paixão, competência e onde se "respirava" num ambiente de sabedoria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Desde muito jovem tive oportunidade de assistir a tertúlias com ourives, joalheiros, antiquários, investidores e colecionadores onde calado e atento muito aprendi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Com o decorrer dos anos estas personalidades foram desaparecendo e infelizmente não houve a sua renovação, apesar de hoje a informação e o conhecimento estarem mais disponíveis e acessíveis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Recentemente foi-me solicitado a peritagem de um anel comprado numa prestigiada Ourivesaria do Norte de Portugal, pois existia a dúvida por parte do comprador da qualidade do seu metal. Este quis presentear a sua esposa com um anel de platina com diamantes lapidação brilhante, mas surgindo a dúvida entendeu consultar várias ourivesarias da cidade do Porto para então validar a qualidade do mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Em minha opinião deveria ter-se deslocado a Contrastaria do Porto e teria evitado toda esta desinformação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Ficou bastante surpreendido e desiludido pois nos três comerciantes de ourivesaria que visitou, foi-lhe dito o mesmo escrutínio, o anel não era de platina mas sim de ouro branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Quando analiso o anel e depois de uma breve e simples visualização com uma lupa pude tranquiliza-lo, pois o punção da casa da moeda aplicado no anel era a "Cabeça de Papagaio p/esq. com a inscrição 950", punção utilizado nos artefactos de platina com a qualidade de 0,950.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Ao receber o meu parecer, ficou mais tranquilo e penso que voltou a recuperar a confiança na ourivesaria onde tinha comprado o anel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Mesmo assim e para lhe esclarecer todas as duvidas aconselhei-o a solicitar um pedido de informação de marca e metal junto da Contrastaria do Porto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Infelizmente, permitam-me concluir e que apesar dos muitos cursos de peritos/avaliadores que a Casa da Moeda tem vindo a realizar recentemente, são muito poucos os conhecimentos, a experiência, a cultura e a ética comercial por parte de alguns dos atuais comerciantes de ourivesaria e peritos avaliadores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Fazem peritagens e emitem opiniões de uma forma fácil, sem qualquer conhecimento e rigor cientifico, falam com muitas certezas do que nada ou pouco sabem pondo em causa a honestidade e competência de colegas de profissão com décadas de experiência e provas dadas de competência, saber e honestidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Recomendo mais conhecimento, humildade e vontade de aprender a todos aqueles que se estão a iniciar na profissão de comerciante de ourivesaria e de perito avaliador e também mais moderação nas afirmações e certezas que julgam ter.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Sou também da opinião que os cursos ministrados pela Casa da Moeda de perito avaliador necessitam urgentemente de uma reformulação pois os conhecimentos e módulos lecionados são insuficientes para preparar peritos capazes de desempenharam a sua função com segurança, competência, profissionalismo e ética profissional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; O mercado procura neste sector essencialmente confiança nas empresas, na cultura e no conhecimento das pessoas que nele trabalham.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Para esse efeito devemos diariamente através dos nossos atos, dos nossos conselhos, da nossa postura construir uma imagem de confiança.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Atualmente e felizmente ainda existem muito bons profissionais em que o mercado deposita confiança, consequência de anos de experiência, muito estudo e investigação, preocupação com as alterações constantes do sector e gosto e paixão pela profissão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Desempenhar a atividade de comerciante de ourivesaria e perito avaliador com competência, requer muito mais que um simples diploma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images" style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2016-01-25T20:13:00</issued>
    <title>Formação continua!</title>
    <published>2016-01-25T20:35:04Z</published>
    <updated>2016-01-27T20:56:23Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p&gt;Foi com muito entusiamo e com gosto em adquirir mais conhecimentos que, nos últimos meses, disponibilizei algum do meu tempo para fazer mais formação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, escolhi duas áreas pelas quais sou apaixonado e que, recentemente, têm sido objeto de muitos novos estudos: a prataria e gemologia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi uma experiência fantástica ter participado no Curso de Peritagem em Prataria no Museu Soares dos Reis, dirigido pelo Doutor Gonçalo Vasconcelos e Sousa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aí, tive oportunidade de actualizar os meus conhecimentos e, também, o privilégio de fazer a peritagem a peças únicas do espólio do importante Museu Nacional.&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="12219420_10153719051347838_966682908890318065_n.jp" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=oWlwR9qk0iAyhyWTS150" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; width: 306px; height: 402px; float: left;" title="12219420_10153719051347838_966682908890318065_n.jp" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B1208041f/19211875_VJzKs.jpeg" alt="12219420_10153719051347838_966682908890318065_n.jp" width="375" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="11058125_10153737424527838_1213316300148015598_n.j" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=kWH3MiauMyIp7OJwhZ3A" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; width: 353px; height: 417px;" title="11058125_10153737424527838_1213316300148015598_n.j" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B5d08131c/19219714_m3dFP.jpeg" alt="11058125_10153737424527838_1213316300148015598_n.j" width="420" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;Achei também importante fazer uma revisão dos meus conhecimentos em Gemologia e frequentei a Ação de Formação em Gemologia Essencial na Contrastaria do Porto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um curso intensivo onde revi algumas matérias de gemologia e renovei os meus conhecimentos nesta área de muita complexidade e especificidade. Dei como muito bem empregue o tempo dispendido nesta ação de formação, que contribuiu para a melhoria dos meus conheciemntos. &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="11224632_10153306852702838_5788484906051329387_n.j" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=UZkll6gqkEeOU39L3CJl" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; width: 304px; height: 400px;" title="11224632_10153306852702838_5788484906051329387_n.j" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B8409fd93/19211877_owwIL.jpeg" alt="11224632_10153306852702838_5788484906051329387_n.j" width="375" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais recentemente, concretizei um sonho. Desde há alguns anos, sempre tive a intenção de fazer mais formação em diamantes, na melhor escola do mundo, o Instituto Gemonologico Americano (GIA) .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desta forma, este mês, participei no "Diamond Grading Lab Class" no GIA de Londres, onde, durante 5 dias, aprendi mais e actualizei os meus conhecimentos acerca do mundo dos diamantes, com o rigor académico e científico deste reconhecido Instituto, dedicando muitas horas no laboratório a certificar diamantes, com o auxílio dos mais modernos e rigorosos equipamentos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tive a oportunidade de observar muitas pedras, apoiado por técnicos muito conhecedores e experientes nesta área.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Adorei e recomendo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só fazendo formação continua é possivel mantermo-nos actualizados e preparados para novos desafios e peritagens, mas, também, para novas realidades, tais como contrafação, imitações e falsificações.&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="12509269_10153863556677838_4165938947036052267_n.j" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=0kjvNScuNZGRir6L5pBC" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; width: 341px; height: 340px; float: left;" title="12509269_10153863556677838_4165938947036052267_n.j" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B95086057/19211865_npgjt.jpeg" alt="12509269_10153863556677838_4165938947036052267_n.j" width="500" height="499" /&gt;&lt;img style="padding: 10px; width: 318px; height: 418px;" title="12472698_10153849854972838_8899494894417242600_n.j" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bbb08b97c/19219720_P0BnM.jpeg" alt="12472698_10153849854972838_8899494894417242600_n.j" width="375" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2015-08-22T11:11:00</issued>
    <title>Novo Regime Jurídico das Ourivesarias e Contrastarias</title>
    <published>2015-08-22T10:33:02Z</published>
    <updated>2015-08-24T14:41:09Z</updated>
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    <category term="lei n.º 98/2015"/>
    <category term="incm"/>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="Contrast_02.png" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=VM9HuVL9NL1PFbiLW0yR" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="Contrast_02.png" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B8006d7db/18745586_9lPwv.png" alt="Contrast_02.png" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Com a publicação da&lt;a href="https://dre.pt/application/conteudo/70042475" rel="noopener"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt; &lt;/span&gt;Lei n.º 98/2015, de 18 de agosto,&lt;/a&gt; que aprova o regime jurídico das ourivesarias e contrastarias, cuja entrada em vigor ocorrerá no prazo de 90 dias a contar da data da sua publicação, muitas vão ser as alterações nas rotinas e procedimentos diários dos profissionais do setor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Depois de uma breve leitura ao documento posso concluir que algumas medidas pretendem atualizar uma serie de leis desajustadas no tempo, combater a criminalidade, a fraude fiscal e branqueamento de capitais, assim como, defender o consumidor e tornar a atividade de ourivesaria mais transparente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Concluí também que todas os agentes económicos vão ter que fazer um maior esforço na formação e na organização das suas atividades assim como na das suas empresas e, caso não o venham a fazer, vão ter muitas dificuldades em manter a sua função.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Vamos todos ter que sair da nossa zona de conforto. Estávamos habituados e juridicamente orientados por leis com algumas dezenas de anos, desajustadas, por vezes incompreensiveis, confusas e que já não defendiam os agentes económicos, assim como o consumidor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Perspetivo para breve uma grande discussão (confusão) entre todos os comerciantes, fabricantes, importadores, ensaiadores, lojas de compra de ouro,avaliadores oficiais, pois são raras as exceções em que são bem vindas e pacificas as alterações ou mudanças das leis que regem uma atividade económica.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;Para uma melhor e rápida implementação das alterações à lei (já faltam menos de 90 dias para entrar em vigor) é fundamental e necessária a intervenção das várias associações do setor de forma a esclarecer e tirar todas as dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="color: #000000;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, sans;"&gt;Espero!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;span style="font-size: 8pt;"&gt;Foto:INCM&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:valorreal:11401</id>
    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
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    <issued>2015-06-12T18:43:00</issued>
    <title>Replicas perfeitas!</title>
    <published>2015-06-12T17:49:07Z</published>
    <updated>2015-08-22T13:17:04Z</updated>
    <category term="topazios"/>
    <category term="minas novas"/>
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    <category term="ourivesaria"/>
    <category term="diamantes"/>
    <category term="joalharia"/>
    <category term="jóias"/>
    <content type="html">&lt;p class=""&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="11080303_10152841919994094_183393816041693539_o.jp" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=POi3JjGHkQTOJfCvTo18" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="11080303_10152841919994094_183393816041693539_o.jp" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B5611d263/18527122_KkQDM.jpeg" alt="11080303_10152841919994094_183393816041693539_o.jp" width="500" height="333" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class=""&gt;A descoberta de jazidas de pedras preciosas no Brasil (Século XVIII), mais concretamente nas regiões da Minas Gerais, Bahia e Mato Grosso, veio permitir um aumento da quantidade de diamantes e outras pedras de cor, a preços mais baixos, disponíveis para o fabrico de jóias.&lt;/p&gt;
&lt;p class=""&gt;Muitos foram os que desbravaram terreno na procura de fortuna acabando, também, por encontrar pedras preciosas até ai desconhecidas tornando as jóias da época muito mais criativas com a utilização de pedras de cor como água marinha, espinela, cristal de rocha, granada, e outras.&lt;/p&gt;
&lt;p class=""&gt;Estas novas pedras preciosas associadas ao aparecimento de uma nova clientela -  uma nova burguesia fluorescente e ansiosa em mostrar-se - foram factores fundamentais para que se criassem um elevado número jóias em ouro e prata com pedras preciosas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=""&gt;Foi uma época importante da joalharia "Luso-Brasileira".Criativa com formas e técnicas inovadoras (novas lapidações) e com pedras preciosas nunca utilizadas até então, tais como as famosas "Minas Novas" (topázios, cristal de rocha, crisólita, crisoberilo, ...).&lt;/p&gt;
&lt;p class=""&gt;Chegaram até à actualidade muitas dessas jóias tão apreciadas e que atingem preços surpreendentes nos mercados de jóias de segunda mão assim como em leilões de leiloeiras conceituadas.&lt;/p&gt;
&lt;p class=""&gt;Com o chegar do século XX foram muitos os ourives joalheiros que se inspiram nestas jóias únicas e  executaram muitos alfinetes, pares de brincos, anéis e muitos mais adereços usando desenhos e formas do século XVIII e XIX mas com pedras imitações (produtos artificiais que pelo seu aspecto, cor, ou efeito especial simulam determinadas gemas,vidro plástico e resina, ...) com objectivos por vezes mal intencionados, como fazer passar jóias de produção recente por jóias com mais de 200 anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=""&gt;Na imagem podemos ver um exemplo de um alfinete em prata cravado com imitações (vidros) fabricado no século XX que pretende simular um alfinete com "Minas Novas" da época rica da joalharia "Luso-Brasileira".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span class=""&gt;Uma bonita jóia de fabrico recente que não pode ser valorizada como uma antiguidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:valorreal:11092</id>
    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
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    <issued>2015-05-30T12:33:00</issued>
    <title>Um grande exemplar!</title>
    <published>2015-05-30T11:46:01Z</published>
    <updated>2015-05-30T12:40:48Z</updated>
    <category term="casa da moeda"/>
    <category term="ouro"/>
    <category term="brilhante"/>
    <category term="jóias"/>
    <category term="avaliador oficial"/>
    <category term="diamante"/>
    <content type="html">&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="FullSizeRender.jpg" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=S1tLwjc769Fgw6M5d7qM" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="FullSizeRender.jpg" src="https://fotos.web.sapo.io/i/B70112844/18473297_rnfiT.jpeg" alt="FullSizeRender.jpg" width="500" height="464" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Desde o século XVI que o valor dos diamantes era obtido com base em determindas características como a pureza, a cor e o peso, referindo-se até como de "&lt;em&gt;primeira água&lt;/em&gt;" os de melhor qualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Atualmente um diamante é classificado com base nos "4Cs", &lt;em&gt;Caract&lt;/em&gt; (quilate como unidade de peso), &lt;em&gt;Colour&lt;/em&gt; (cor), &lt;em&gt;Clarity&lt;/em&gt; (pureza) e &lt;em&gt;Cu&lt;/em&gt;t (talha) que, depois de devidamente identificados, permitam classificar e atribuir o seu verdadeiro valor.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Recentemente tive a oportunidade de observar um grande exemplar de diamante com lapidação brilhante com proporções e polimento excelente, com o peso de 4,01 ct.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apesar de montado num anel de ouro branco tinha uma cor ligeiramente acentuada (M na escala de cor), era possuídor de uma pureza VS2 e estava certificado pelo Instituto de Gemologia HRD.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como o valor de um objeto é aquilo que o mercado está disposto pagar por ele e apesar de termos referencias através do Rapaport Weekly Report (relatório semanal dos mercados mundiais de jóias e diamantes), qual o valor que deverei atribuir a esta jóia?&lt;/p&gt;
&lt;p class="sapomedia images"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:valorreal:10858</id>
    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
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    <issued>2015-05-25T12:54:00</issued>
    <title>Estou de volta!</title>
    <published>2015-05-25T11:55:29Z</published>
    <updated>2015-05-25T22:13:16Z</updated>
    <category term="casa da moeda"/>
    <category term="rocha"/>
    <category term="ourivesaria"/>
    <category term="perito"/>
    <category term="diamante"/>
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    <category term="imprensa nacional"/>
    <category term="ouro"/>
    <category term="joalharia"/>
    <category term="gemologia"/>
    <category term="rubi"/>
    <category term="avaliador oficial"/>
    <content type="html">&lt;p class="sapomedia images"&gt;&lt;a class="media-link" title="11224632_10153306852702838_5788484906051329387_n.j" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=VGbhzByjViK2Zlq41rah" rel="noopener"&gt;&lt;img style="padding: 10px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="11224632_10153306852702838_5788484906051329387_n.j" src="https://fotos.web.sapo.io/i/Bfc06f998/18451359_BmJZ1.jpeg" alt="11224632_10153306852702838_5788484906051329387_n.j" width="375" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Acusando alguma falta de disponibilidade encontrei, finalmente o tempo e a motivação para voltar a partilhar, neste espaço, algumas opiniões acerca das minhas paixões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Depois de um longo período de ausência, e dificuldade, para aqui partilhar as minhas experiências, observações e opiniões, estou resolutamente de volta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Nos últimos meses chegaram até mim ínumeros objectos para avaliar. Foram muitas e diversas as jóias, relógios, pratas decorativas e pedras preciosas que tive a oportunidade de avaliar e estudar - um período muito rico de vivências e assim como de muita pesquisa e investigação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Constata-se que com a diminuição do número de "lojas de compra de ouro" e com o aumento da desconfiança, por parte da generalidade das pessoas, acerca da competência e honestidade de muitas das referidas lojas são cada vez mais os que procuram, nos peritos avaliadores, uma opinião profissional, competente e assente em princípios dignos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Irei, nas próximas publicações, partilhar, aqui, algumas das mais relevantes peças que avaliei nos últimos meses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Neste hiato que findou aproveitei igualmente para enriquecer o meu portefólio com algumas formações numa área, onde confesso, que eu me sentia desconfortável e onde reconheço existir escassez de peritos capazes e bem preparados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Desta forma frequentei uma formação na Contrastaria do Porto, ministrada pela Dra. Maria José Trindade sobre o tema "Gemologia Essencial", uma ação de formação que leva o ensino das pedras preciosas ao rigor e exigencia apenas disponíveis no ensino universitário.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Depois deste exigente curso sinto-me capaz e com mais competências e ferramentas para realizar peritagens de pedras preciosas, mais precisamente em todas as pedras de cor como: rubis, esmeraldas, safiras e muitas outras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Conclui também que, na realidade, escasseiam os profissionais do sector de ourivesaria que dominam as várias tecnicas de observação e classificação de pedras preciosas, uma vez que para se possuir conhecimento pragmático nesta materia o estudo necessita ser contínuo e de índole académica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p lang="zxx" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt;Assim, considero proveitoso esta formação encontrando-me disponível para ajudar todos aqueles que necessitem reconhecendo, no entanto, que os meus conhecimentos assentam num principio de aprendizagem e investigação continua; afinal de contas: o saber não ocupa lugar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; background-color: #ffffff;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:valorreal:10064</id>
    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="https://valorreal.blogs.sapo.pt/basta-de-inseguranca-10064"/>
    <issued>2014-03-24T11:45:01</issued>
    <title>Basta de Insegurança!!</title>
    <published>2014-03-24T11:52:48Z</published>
    <updated>2014-03-24T11:52:48Z</updated>
    <category term="insegurança"/>
    <category term="ouro"/>
    <category term="assaltos"/>
    <category term="ourivesaria"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=aETY2eFgr9IZIaD9vUs0" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9d016354/4191252_PJR0k.jpeg" alt="" width="431" height="287" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;"&gt;É com enorme desgosto e apreensão que temos assistido a uma onda crescente de assaltos e roubos aos Industriais e Comerciantes de Ourivesaria.&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A insegurança gera pânico e medo, priva a liberdade do cidadão e do consumidor, consequentemente afecta psicologicamente a confiança, a procura e a aquisição de produtos de Ourivesaria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos estes actos criminosos são, cada vez mais, muito bem planeados, executados com sucesso e de uma violência física e psicológica inimaginável há alguns anos atrás. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As vítimas, muitas delas, acabam por desistir da actividade que desenvolveram durante anos, ficando somente aqueles que não têm alternativa ou insistem na loucura esperançosa de lutar por dias melhores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas horas seguintes a estes atrozes actos o comerciante volta a renovar o seu espaço comercial, renova o seu stock para poder continuar a servir aqueles que nele confiam, mas nada apaga o desgosto que fica. Durante os dias mais próximos, gera-se uma onda de solidariedade entre colegas e clientes, reorganizam-se comportamentos e atitudes, renovam-se os sistemas de segurança na expectativa de que nada volte a acontecer. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num sector de actividade muito pouco únido em defesa desta e d'outras causas e com falta de liderança e peso político, por parte das associações do sector, para exigir eficácia na prevenção, no combate, e na adequação do código penal para penalizar, de forma exemplar e justa, todos aqueles que cometem estes crimes. Deveriam, igualmente, reivindicar junto do Poder Central mais meios financeiros, humanos e técnicos junto das forças da autoridade para que as investigações tivessem sucesso e não fossem encerradas prematuramente por falta provas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Devemos seguir o exemplo de outros sectores como o das pescas, agricultura, revendedores de combustiveis, entre outros, que sempre que lhes bate à porta o infortúnio unem-se em volta de uma causa hasteados sob uma bandeira de apoio e sentido de luta e solidariedade exigindo, daqueles que tem a responsabilidade, a garantia dos seus direitos fundamentais como o da segurança e justiça.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não podemos, nem devemos, ficar indiferentes a este desagradavel fenómeno e expectantes que a mudança se dê por obra do dívino, continuando a "assobiar para o ar" como se nada estivesse a acontecer. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando fazemos uma visita pelas ourivesarias do nosso país, verificamos que todas elas estão descaracterizadas. Com uma oferta de stock muito reduzida quer em quantidade, quer em qualidade - muito stock de ouro de 9kt e 14kt e aço. Muitas delas estão com a porta fechada, polícia ou segurança à porta e pessoal de atendimento desmotivado e inseguro. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante esta realidade o consumidor não encontra, no sector, as condições ideais para comprar ou adquirir produtos de ourivesaria, hábito que está enraizado na nossa história e cultura. Os poucos resistentes que ainda o fazem, acabam por adquirir objectos de menor valor pois, também eles, já foram vítimas da crueldade da ambição de outros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante este cenário a motivação para aquisição de produtos de ourivesaria vê-se, progressivamente, reduzida, o que está a transformar este sector comercial e industrial, em tempos fonte de muitas receitas em impostos pagos ao País, num sector moribundo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Têm-se verificado que muitos destes actos bem planeados têm origem em grupos de outros pontos da Europa deslocando-se até junto de nós e aproveitando as facilidades e liberdades que lhes proporcionamos, e concretizando, com suscesso, os seus propósitos. Com a abertura das fornteiras, ao abrigo do Acordo de Shengen, criando a livre circulação dentro de todo o espaço europeu, sem fiscalização ou controlo, estes "profissionais do crime" deslocam-se facilmente, e em poucas horas, encontram-se em vários pontos da Europa o que torna a investigação dos seus crimes inviável. Ressalvo que durante o Euro 2004, as fronteiras portuguesas tinham pontos de fiscalização estratégicos o que permitiu detectar actos ilícitos como contrafacção, trafico de droga, facturas falsas, emigração ilegal e posse ilícita de armas de fogo, entre outros. Isto originou no imediato uma série de receitas fiscais, coimas e contribuiu para a segurança e o sucesso desta medida, infelizmente, temporária.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante este exemplo, e outros que poderia citar, não entendo o motivo pelo qual não temos, nas nossas fronteiras o controle mínimo necessário para dissuadir e evitar a entrada de todos os que para cá vem com a pior das intenções. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalizo com uma mensagem de apoio a todos os que já foram vítimas, não só de assaltos e da violência a eles agragados,  mas igualmente da inércia e incapacidade das organizações e entidades que têm, como motivo de existência, a nossa defesa e protecção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se nada for feito futuro aviznha-se negro para todos.&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:valorreal:9835</id>
    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="https://valorreal.blogs.sapo.pt/em-nove-meses-fecharam-quase-dois-9835"/>
    <issued>2014-02-04T17:31:47</issued>
    <title>Em nove meses fecharam quase dois terços das lojas de ouro  </title>
    <published>2014-02-04T17:37:15Z</published>
    <updated>2014-02-04T17:39:00Z</updated>
    <category term="ouro"/>
    <content type="html">&lt;p class="newsP"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=RnVtH0Zc7F2rVyoZyLmP" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8215937e/16569102_sDgfi.jpeg" alt="" width="328" height="220" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="newsP"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="newsP"&gt;Entre abril e dezembro de 2013 encerraram cerca de 63% das lojas existentes no mercado português, revela um estudo da Golden Broker agora divulgado.&lt;/p&gt;
&lt;p class="newsP"&gt;A descida abrupta da cotação em cerca de 25% - de 1600 dólares por onça (31 gramas) para 1200 dólares/onça - entre março e junho de 2013, acompanhada pelo aumento da concorrência, estão, segundo a mesma fonte, entre os principais fatores que determinaram o fecho deste tipo de lojas de forma massiva.&lt;/p&gt;
&lt;p class="newsP"&gt;Seis anos decorridos do início da crise económica, os portugueses "recorrem cada vez menos à venda de ouro nas lojas de rua como consequência de adaptação à crise e à necessidade de cada vez mais consumir menos", explica João Pinto, &lt;em&gt;trader&lt;/em&gt; da Golden Broker.&lt;/p&gt;
&lt;p class="newsP"&gt;A compra e venda de ouro, em Portugal, foi um negócio que registou um &lt;em&gt;boom &lt;/em&gt;desde 2008 com a entrada da crise financeira, no entanto, poderá ter os dias contados, conclui aquele analista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ler mais: &lt;a href="http://expresso.sapo.pt/em-nove-meses-fecharam-quase-dois-tercos-das-lojas-de-ouro=f853381#ixzz2sNM96LNz" rel="noopener"&gt;http://expresso.sapo.pt/em-nove-meses-fecharam-quase-dois-tercos-das-lojas-de-ouro=f853381#ixzz2sNM96LNz&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Publicado no Jornal Expresso em 30 de janeiro de 2014&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="https://valorreal.blogs.sapo.pt/9504.html"/>
    <issued>2013-06-10T16:40:00</issued>
    <title>Ouro o rei dos metais</title>
    <published>2013-06-10T15:40:08Z</published>
    <updated>2013-06-10T15:42:51Z</updated>
    <category term="ouro libras investimentos gold"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=mNohgrwqoj7NIOHwJBS0" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P2a13c73f/15095815_moGMo.jpeg" alt="" width="260" height="195" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui fica a minha apresentação na abertura da exposição "Marcas Poveiras" dedicada à ourivesaria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;“Ouro o rei dos metais”&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Desde os tempos mais remotos, o ouro terá sido o primeiro dos metais conhecidos a ser usado pelo Homem.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;As suas qualidades e a sua raridade são os principais motivos para a sua procura, a vontade de o possuir, de o ostentar, tornando-o símbolo de poder e alvo de cobiça.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com um brilho muito característico, metálico que reflecte a luz, de cor amarela singular, não vulnerável aos ácidos, muito maleável, dúctil (capaz de ser reduzido a fios muito finos), muito denso, fazem dele um metal muito procurado.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com um papel muito importante na sociedade, o Homem desde sempre lutou pela sua posse, traiu, vingou, matou mas também amou.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Foi escolhido para coroar os soberanos, para dourar os deuses e os santos e selar promessas de amor.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Desde o império romano até à actualidade muitos foram os imperadores, reis e soberanos que cunharam moedas em ouro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fizeram-no com a intenção de perpetuar o seu reinado para além da morte, ostentar poder e riqueza e ter uma moeda respeitada para as transações comerciais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A descoberta das jazidas de ouro no Brasil permitiu a cunhagem das mais belas  e maiores moedas de ouro da monarquia portuguesa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Chegaram até nós muitas das moedas cunhadas nos reinados de D. João V e D. José, muito apreciadas e procuradas por coleccionadores como os dobrões, meios dobrões, dobras, peças e meias peças e muitas mais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O ouro está sempre presente nas épocas festivas, para celebrar nascimentos, aniversários, casamentos, festas religiosas, também foi conotado com propriedades mágicas, curas milagrosas e superstições populares.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Sempre foi um símbolo de riqueza e ostentação e servia para uma família mostrar o seu poder na sua comunidade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Nas festas e romarias populares as mulheres usavam para demonstrar os seus dotes e fortuna familiar.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Homem escolheu o ouro para criar diversos objetos de ornamentação de uso quotidiano, assim como de manifestação artística.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Raras são as mulheres que não usam brincos em ouro diariamente, símbolo também de adorno, estabilidade económica e feminilidade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com a vontade de possuir objetos em ouro, assim se formaram e armazenaram autênticos tesouros em muitas famílias.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Um hábito muito comum nas famílias tradicionais portuguesas consistia em investir em peças de ouro, tais como cordões, arrecadas, alianças, anéis e libras que em momentos de desespero financeiro, vendiam ou penhoravam parte desse ouro, recorrendo às ourivesarias ou aos prestamistas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Actualmente, um pouco por todo o país abrem pequenas lojas e escritórios de supostamente comerciantes oportunistas e sem escrúpulos que tentam chamar até si todos aqueles que estão em dificuldades financeiras, prometendo a compra dos objetos de ouro a preços elevados.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Tem surgido por todo lado muitas empresas de compra de objetos de ouro, apareceram como cogumelos em dia de humidade e normalmente são dirigidas por pessoas mal preparadas e sem qualquer habilitação técnica para efectuarem uma avaliação com responsabilidade e rigor exigido.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Negócio de oportunidade, com base na ignorância de quem vende e que assenta em critérios muito pouco objectivos e validados por aparelhos de precisão nada rigorosos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Devido a uma onda crescente de insegurança e associado à cotação do ouro batendo máximos históricos, muitas famílias portuguesas em situação difícil aproveitam estes momentos para vender os seus objetos de ouro e jóias.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Estas empresas compram tudo que lhes aparece pela frente, pagando aos clientes (vítimas) o preço definido por uma tabela que está muito aquém do verdadeiro valor das peças.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Compram moedas a peso, sem valorizar o seu estado de conservação, raridade ou valor numismático, compram peças de joalharia sem atribuir qualquer valor às pedras preciosas que nelas estão incrustadas, compram objetos manufacturados no séc. XVII ao mesmo preço que uma jóia fabricada de uma forma industrial no século XX, compram tudo sem qualquer rigor ou cuidado na valorização das peças, sendo o seu destino a fundição.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Diariamente são fundidos em fornos industriais grandes quantidades de objetos de ourivesaria, desde simples alianças, malhas vulgares e até jóias de rara beleza com manufacturarão delicada e precisa.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Em poucos minutos aquilo que demorou muitas horas a criar, a fabricar e se manteve nas famílias de geração em geração, é destruído pelo calor.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Peças de valor histórico e arqueológico, dignas de colecção, testemunhos de épocas ricas da ourivesaria portuguesa, trabalhos de importantes artesãos e industriais, moedas, símbolos do nosso passado, muitos testemunhos de histórias de famílias e reinados têm o mesmo infeliz destino.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Não estarão estas empresas a atentar contra o património da ourivesaria portuguesa?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Que testemunhos ficarão para o futuro dos belos e delicados trabalhos de filigrana do século XIX de Póvoa de Lanhoso ou Gondomar?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Quase nada, somente o que resta em algumas colecções particulares muitos bem guardados nas caixas fortes ou em alguns poucos museus.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Uma situação semelhante a esta, passou-se no início do século XIX, quando as tropas napoleónicas entraram em terras portuguesas, saquearam e destruíram muito do nosso património, na altura também fundiram as pratas civis e religiosas das igrejas, derreteram moedas de ouro e prata, com o fim de financiar a invasão ao território  português.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;São muito poucos os objetos de ourivesaria desse período que chegaram até aos tempos atuais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Esse é um dos motivos pelo qual estas peças são ou deveriam ser valorizadas, pela sua raridade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Considero esta destruição maciça de objetos de ourivesaria um atentado ao nosso património, é como se destruíssemos os quadros da ilustre pintora Vieira da Silva aproveitando as molduras para fazer lenha, ou as esculturas do mestre Cutileiro usando o seu granito ou a mármore para fazer soleiras das portas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Estes grandes e pequenos tesouros familiares depois de fundidos e convertidos em euros serviram para liquidar dívidas, pagar propinas e livros escolares dos filhos, contribuir para o pagamento das prestações do carro e da casa, pagar contas da luz e água e também alguns gastos supérfluos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Milhares de quilogramas de ouro foram vendidos e derretidos nestes últimos anos que foram convertidos em milhões de euros novamente introduzidos na economia nacional, e porque não dizer, mundial.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Muitas toneladas de ouro foram exportadas em forma de barra sem qualquer valor acrescentado pelos ourives nacionais enriquecendo somente os intermediários envolvidos no negócio.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Um prejuízo para o país pois ficamos sem o ouro, sem qualquer beneficio para o sector de ourivesaria e receitas fiscais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Porém, atento a este novo fenómeno, não posso de deixar de partilhar aqui a minha experiência no ramo assim como deixar alguns conselhos a todos aqueles que porventura pretendem vender o seu aforro em ouro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se pretende vender o seu ouro, deve procurar várias opiniões, começando pela ourivesaria onde habitualmente são clientes.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A avaliação deve ser feita na vossa presença, e a pesagem deve ser efectuada em balança própria e certificada pela Direcção Geral de Economia.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Depois, e se for caso disso, devem consultar um perito (Avaliador Oficial da Casa da Moeda) ou ainda um perito em arte e antiguidades no caso de se tratar de uma peça que julguem ter alguma valor histórico.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Entre as várias opiniões e ofertas deveram escolher a que for mais favorável e que porventura pode ser aquela que pagar mais pelos seus objetos.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;No caso de concretizar a venda, solicitem sempre uma cópia do documento de venda onde deverá constar a descrição dos bens que foram vendidos, assim como o seu peso e valor atribuído, a respectiva identificação da empresa a quem vendeu assim como o respectiva quitação do pagamento.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Se pretendem uma melhor oferta e se os objetos em causa têm algum interesse adicional pela sua antiguidade, raridade, interesse histórico, ou outro, poderão recorrer a empresas leiloeiras e esperar que num mercado mais abrangente as ofertas possam ser mais e melhores.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Este tipo de empresas cobra comissões pelo serviço de colocação em leilão e essas taxas deverão ficar acordadas e contratualizadas antes do leilão para evitar algumas surpresas.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Por último, não posso deixar de alertar para muitas das publicidades enganosas com ofertas de preços de compra por grama de ouro muito acima do valor dos mercados mundiais e que estas propostas só têm um objectivo…&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cuidado: Quando a esmola é grande, o Santo desconfia!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A entrada no século XXI marcou um período de ouro para... o ouro.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O ano 2000 terminou com o registo de uma desvalorização de 5,47%, mas desde então, o ouro só conhece o caminho da subida.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Na última sessão de 2000 a cotação ficou em 273 dólares a onça, tendo atingido no final de 2010 os 1.390 dólares ou seja, numa década, o preço do ouro nos mercados mundiais quintuplicou.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A maior valorização anual foi registada em 2007 quando o ouro subiu 31% e em 2010 terminou pelo segundo ano consecutivo com uma valorização anual na casa dos 20%, num ano de fortes subidas nas cotações de muitas matérias-primas e atingiu o valor recorde de 1.900 dólares por onça em Agosto de 2011.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;São muitos os factores que actualmente estimulam a subida do seu valor.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Europa continua por resolver os seus problemas com as dívidas soberanas o que cria enorme instabilidade nos mercados, levando os investidores a procurar outras investimentos mais estáveis.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Com as taxas de juro em mínimos históricos e segundo o World Gold Council os bancos centrais de todo o mundo estão a reforçar as suas reservas de ouro como há muito não o faziam e também a procura de ouro pela China e pela Índia tem sido cada vez maior levando a uma procura extraordinária deste metal precioso.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Haverá certamente muitas mais causas que explicam estas fortes subidas do valor do ouro mas estas tem sido certamente as mais determinantes.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;As reservas de ouro do Banco de Portugal são cerca de 382,5 toneladas (em 1974 tínhamos 865 toneladas) são actualmente as décimas quartas maiores do mundo. Valiam no final de dezembro ultimo, 15.509 milhões de euros, mais 545 milhões de euros do que no final de 2011.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Contudo, se o ouro pudesse ser usado directamente no financiamento do Estado Português, teria um impacto relativamente reduzido.  As reservas de ouro valem pouco mais de um quinto do programa de assistência financeira acordado com a ‘troika’ e pouco mais do que o Governo tenciona gastar este ano em despesas com pessoal da administração pública.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;No inicio do mês assistimos à queda da cotação, isto ficou a dever-se à notícia de que o Chipre poderia vender parte das suas reservas para financiar o resgate e também algumas instituições financeiras terão recomendado aos seus clientes a venda da matéria-prima.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Desde o início do ano o ouro já teve mais de 16% de desvalorização acumulada, sendo que no espaço de duas sessões recuou mais de 100 dólares por onça.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O ouro esteve a ganhar terreno durante 12 anos consecutivos, estando este ano a quebrar o recorde conseguido à conta do estatuto de valor refúgio que lhe tem sido associado quando os investidores procuram alternativas ao mercado accionista, obrigacionista e cambial.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Olhando para o futuro é provável que o ouro continue a valorizar, na medida em que os investidores continuam receosos e a mostrar pouca confiança numa recuperação económica, motivos que os deverão fazer continuar a apostar em ativos alternativos, sendo o ouro o preferido.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Quando actualmente e devido a instabilidade económica que se vive no mundo muitas vezes nos questionamos sobre o futuro do Euro ou a sustentabilidade do Dólar só podemos ter uma certeza: nos próximos meses, anos ou décadas o ouro é e continuará a será o rei dos metais.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Fontes :&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;World Gold Council&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Banco de Portugal&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lusa&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:valorreal:9233</id>
    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
    </author>
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    <issued>2013-05-09T16:26:36</issued>
    <title>Marcas Poveiras - Ourivesaria</title>
    <published>2013-05-09T16:23:33Z</published>
    <updated>2013-05-09T16:23:33Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;A Camara Municipa da Póvoa de Varzim vai organizar uma mostra de ourivesaria de 24 de Maio a 2 de Junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma exposição de uma actividade enconómica do concelho com tantas tradições e um passado rico de excelentes oficinas, artesãos e empresas comerciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem hajam pela iniciativa.&lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=CUTtowINWBQnaYNzd0dO" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B941389e4/14962389_hhhbh.jpeg" alt="" width="354" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <author>
      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2013-02-17T19:56:19</issued>
    <title>Quer vender o seu ouro?        Saiba os cuidados a ter.</title>
    <published>2013-02-17T19:58:08Z</published>
    <updated>2013-02-17T19:58:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/PIZz1Po85bw" width="425" height="344" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2012-09-28T12:45:09</issued>
    <title>Reservas de ouro do Banco de Portugal valorizam 13% desde o início do ano</title>
    <published>2012-09-28T11:46:18Z</published>
    <updated>2013-02-17T21:15:54Z</updated>
    <category term="ouro libra metal investimento"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=aUp2WVLFi0OPtWdOwHGR" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/P9c1166e4/13794616_y7PZA.jpeg" alt="" width="260" height="169" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ouro continua a brilhar nos mercados internacionais e, consequentemente, a valorizar as reservas deste metal precioso detidas pelos países. Portugal não é exceção. Face ao preço atual, as reservas de ouro detidas pelo Banco de Portugal estão hoje avaliadas em 16,8 mil milhões de euros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As contas são simples de se fazer. Portugal detém quase 383 toneladas de ouro que, face à cotação atual do metal precioso, de 1.757,6 dólares a onça 'troy', equivalem a um montante de 16,82 mil milhões de euros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fazendo a análise desde o arranque do ano, Portugal viu o valor das suas reservas de ouro valorizarem em 13,1%, ou 1,95 mil milhões, já que no final de 2011 os stocks estavam avaliadas em 14,87 mil milhões de euros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De acordo com os dados mais recentes do World Gold Council, relativos a setembro, Portugal está no top 15 dos países do mundo com mais reservas de ouro. Segundo aquele organismo, Portugal está na 14ª posição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Banco de Portugal não compra nem vende ouro desde o terceiro trimestre de 2006. As últimas vendas ocorrem em 2003 e 2006 ao abrigo de um acordo com outros bancos centrais, que limita as vendas deste ativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Ouro caminha para o melhor trimestre em mais de dois anos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O ouro valorizou hoje pela primeira vez em quatro dias, mantendo a toada positiva que tem vindo a registar neste terceiro trimestre que, a continuar assim, poderá ser o melhor em mais de dois anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na base do brilho do metal precioso estão os estímulos anunciadas pelos bancos centrais mundiais para fomentar o crescimento económico, bem como as greves nas minas de ouro que se verificaram na África do Sul.&lt;br /&gt;Deste modo, o ouro segue a valorizar para os 1,760 dólares a onça 'troy'. Desde o final de junho que o metal acumula ganhos de 10%, o saldo mais positivo a nível trimestral desde os três meses terminados em junho de 2010&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;in 27/09/2012 | 11:52 | Dinheiro Vivo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2012-09-16T20:05:43</issued>
    <title>Libra em ouro ou Soberano</title>
    <published>2012-09-16T19:31:32Z</published>
    <updated>2012-09-16T21:14:04Z</updated>
    <category term="ouro libra metal investimento"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=FcRgzRkkKI9Ed3aiEv4y" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a12edcc/13694340_m7Ou2.jpeg" alt="" width="325" height="164" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Desde o império romano atè à actualidade muitos foram os imperadores, reis e soberanos que cunharam moedas em ouro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fizeram-no com a intenção de perpetuar o seu reinado para além da morte, ostentar poder e riqueza e ter uma moeda respeitada para as transações comerciais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os reis portugueses D. João V e D. José foram responsáveis pela cunhagem de uma grande quantidade de moedas de ouro da monarquia portuguesa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Napoleão e o império austro-húngaro também cunharam muitas moedas em ouro, ainda hoje muito apreciadas e procuradas pelos coleccionadores e investidores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o grande destaque vai, sem dúvida, para o Reino Unido, que cunhou até aos nossos dias a famosa Libra ou Soberano .&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada moeda tem &lt;span&gt;7,937 &lt;/span&gt;g de peso bruto, com &lt;span&gt;91,67% (22 Kt)&lt;/span&gt; de teor de ouro puro, o que se traduz em 7,2 g de ouro puro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Milhares de toneladas de ouro foram transformadas em libras desde 1817 e espalhadas pelo mundo inteiro pela comunidade inglesa nas transações comerciais com outros povos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A sua introdução no nosso país deve-se a vários factores, entre eles, a excelente relação comercial que sempre tivemos com os ingleses, sendo de realçar os comerciantes e produtores de vinho do Porto, assim como, o comércio de carne de gado bovino e ainda, com a construção da linha de caminho de ferro por companhias inglesas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes factos fizeram com que esta moeda circulasse no nosso território como moeda de troca, sendo também um objeto de aforro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Normalmente estas moedas apresentam a efígie da Rainha Vitória (1837/1901) pois esta soberana reinou durante um longo período.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitas são as histórias que chegam aos nossos dias relatando factos de comerciantes, industriais e lavradores abastados que possuíam grandes quantidades destas moedas nas suas fortunas pessoais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes factos fizeram também  com que muitas mulheres utilizassem a libra como objeto de adorno, sendo uma forma de ostentar poder e riqueza na sociedade de época.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muitos foram os objetos feitos nas nossas oficinas de ourivesaria onde a libra foi utilizada, sendo a mais popular a guarnição orlada de fantasias e os vulgares brincos, mas também botões de punho, alfinetes, berloques para correntes de relógio, entre outras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É também tradição, padrinhos e avós oferecerem libras às crianças no seu batizado, para dar inicio ao seu "tesouro".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualmente e sendo este um momento de grande instabilidade das economias mundiais, muitos são os investidores que reforçam os seus investimentos comprando esta tão apreciada e respeitada moeda.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A longevidade desta moeda deve-se ao facto de ter sido um valor seguro e um investimento altamente rentável acompanhando as oscilações do ouro nos mercados mundiais.&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2012-07-29T22:02:25</issued>
    <title>Cuidados a ter na venda do seu Ouro</title>
    <published>2012-07-29T22:22:42Z</published>
    <updated>2012-07-29T22:22:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=WbI8A0aNUyBPQOTyFcwi" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba504622d/13473790_Ak0ep.jpeg" alt="" width="290" height="393" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Um hábito muito comum nas famílias tradicionais portuguesas consistia em investir em peças de ouro, tais como cordões, arrecadas, alianças e libras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Em momentos de&lt;span class="apple-converted-space"&gt; &lt;/span&gt;desespero financeiro, vendiam ou penhoravam parte desse ouro, recorrendo às ourivesarias ou aos prestamistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Nos últimos anos têm proliferado no nosso país, empresas que oferecem grandes facilidades a todos os que pretendem vender ou penhorar os seus bens em ouro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Estas empresas proliferaram por todo o pais como cogumelos em dias de humidade e constituem mais uma alternativa na venda do ouro pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Porém, atento a este novo fenómeno, não posso de deixar de partilhar aqui a minha experiência no ramo assim como deixar alguns conselhos a todas aqueles que porventura pretendem vender o seu aforro em ouro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Se pretende vender o seu ouro, deve procurar várias opiniões, começando pela ourivesaria onde habitualmente é cliente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;A avaliação deve ser feita na sua presença, e a pesagem deve ser efetuada em balança própria e certificada pela Direção Geral de Economia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Depois, e se for caso disso, deve consultar um perito (Avaliador Oficial da Casa da Moeda) ou ainda um perito em arte e antiguidades no caso de se tratar de uma peça que julgue ter alguma valor histórico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Entre as várias opiniões e ofertas deverá escolher a que for mais favorável e que porventura pode ser aquela que pagar mais pelos seus objetos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;No caso de concretizar a venda, solicite sempre uma cópia do documento de venda onde deverá constar a descrição dos bens que foram vendidos, assim como o seu peso e valor atribuído, a respetiva identificação da empresa a quem vendeu assim como o respetiva quitação do pagamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Se pretende uma melhor oferta e se os objetos em causa têm algum interesse adicional pela sua antiguidade, raridade, interesse histórico, ou outro, poderá recorrer a empresas leiloeiras e esperar que num mercado mais abrangente as ofertas possam ser mais e melhores. Este tipo de empresas cobra comissões pelo serviço de colocação em leilão e essas taxas deverão ficar acordadas e contratualizadas antes do leilão para evitar algumas surpresas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Por último, não posso deixar de alertar para muitas das publicidades enganosas com ofertas de preços de compra por grama de ouro muito acima do valor dos mercados mundiais e que estas propostas só têm um objetivo…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Cuidado: Quando a esmola é grande, o Santo desconfia!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2012-05-13T10:17:51</issued>
    <title>Património em perigo</title>
    <published>2012-05-13T09:21:11Z</published>
    <updated>2012-05-13T09:26:06Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_newsTitle" style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=0EEl0zTE9dT97NrK5e4r" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Baa06f8a4/12275426_6kqTT.png" alt="" width="170" height="222" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: medium;"&gt;Portugal está a derreter parte da sua história da joalharia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;small&gt;&lt;span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_author"&gt;Por Cláudia Carvalho no Jornal "Público de 21 de Abril de 2012&lt;/span&gt;&lt;/small&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_lead" class="entrada"&gt;Do século XVII ao século XX, independentemente da história ou do autor, o destino das peças nas lojas de ouro é o forno, onde são derretidas e transformadas em lingotes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span class="entrada"&gt;&lt;span id="ctl00_ctl00_ContentPlaceHolder1_NewsDetail_text"&gt;Joalharia e peças de ouro e prata com valor histórico e artístico estão a ser derretidas pelas lojas de compra e venda de ouro, que só estão interessadas no valor do metal. Aí, um anel do século XIX, todo trabalhado à mão, terá o mesmo destino que uma aliança fabricada em massa nos dias de hoje e aquilo que fará diferenciar o seu valor será apenas o peso do metal. Uma realidade que é cada vez mais nítida, devido à crise financeira e à procura de dinheiro rápido, mas que também é difícil de se contar em números e em exemplos. O mercado é grande e complexo e ninguém quer falar e ficar com o peso da responsabilidade da destruição de parte do património cultural português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João Fernandes, da Fénix Gold, uma empresa de &lt;em&gt;franchising&lt;/em&gt; de transacção de metais preciosos e artefactos de ourivesaria, garante que não só têm aparecido peças "com valor artístico mais interessante" como também são "cada vez mais". "Muito antigas e com contrastes interessantes de 1911, 1905", diz ao PÚBLICO, via &lt;em&gt;email&lt;/em&gt;, explicando que, apesar dessas características, o máximo que se pode fazer é alertar o cliente para a peça que tem e pagar um pouco mais. Mas avisa: "Têm o mesmo destino", ou seja, vão para o forno com as peças de baixo valor e são derretidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que vale é a pureza do metal e o peso. É isso que dá o valor da peça, não o facto de ser uma peça artística, não temos mercado para isso", garante Alberto Sampaio, director da Ourinveste, a segunda maior rede de &lt;em&gt;franchising&lt;/em&gt;, explicando que, apesar de tudo, não têm aparecido peças históricas. Mas não esconde o cenário nas pratas. "Vemos peças lindíssimas que são desfeitas e derretidas e têm valor histórico".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nesta altura de crise este é um cenário real e acontece muito", conta Nuno Vassalo e Silva, director adjunto do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, e especialista na área da ourivesaria, que, apesar de admitir não conhecer o funcionamento destas lojas, se mostra preocupado com tudo o que se poderá estar a perder. "Temo que peças importantes de joalharia, principalmente joalharia popular portuguesa, estejam a ser vendidas nestas lojas", afirma Vassalo e Silva, para quem o mais assustador é "não se saber realmente o que se está a comprar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta é uma situação para a qual Carlos Tavares, avaliador da Casa da Moeda, tem vindo a alertar nos últimos três anos, garantindo que já muito se perdeu. O avaliador fala até de um "atentado ao património da ourivesaria portuguesa" e dá exemplos. "Nestas lojas há de tudo. Estão a ser destruídas peças do séc. XVIII, XIX e XX. Até relógios de bolso já estão a ser derretidos. Não falando nas pratas", diz ao PÚBLICO Carlos Tavares, afirmando que "trabalhos riquíssimos, meses de trabalho de artistas que já não estão cá, vão para o forno, perdendo-se o testemunho do que foi a nossa ourivesaria"&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se estas peças têm um valor histórico ou patrimonial importante, que as torna mais valiosas, porque estão a ser vendidas desta forma? Não é difícil de perceber, no contexto actual da crise. Sem dinheiro para fazer face às dívidas, as pessoas socorrerem-se daquilo que têm em casa e que pode ser vendido, e se há alguma coisa que tem valor garantido é o ouro ou a prata. E a verdade é que em Portugal ainda existe muito. "Portugal foi sempre um grande consumidor de ouro", explica Gonçalo Vasconcelos e Sousa, professor catedrático da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e autor de várias publicações sobre joalharia. Não fala Vasconcelos e Sousa apenas na tradição de comprar e oferecer ouro, que tende a passar de geração em geração, como também da tradição artística portuguesa. "No século XIX há um conjunto de correntes estéticas, nomeadamente de revivalismos, muito interessantes. E há peças que vêm com estojos de época, que os contextualizam e os fazem aumentar de valor. Já no século XX podemos ter peças Arte Nova e, nos anos 20 e 30, objectos &lt;em&gt;Art Déco&lt;/em&gt;, alguns deles muito curiosos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peças que, na sua maioria, se chegassem às leiloeiras ou aos antiquários, poderiam garantir ao seu proprietário mais dinheiro. "Mas as pessoas não têm capacidade de espera", diz Igor Olho-Azul, sócio da leiloeira Veritas, explicando que levar uma peça à praça demora algum tempo, não sendo certo sequer se será vendida. Entre a avaliação, a publicação em catálogo e o leilão são necessárias algumas semanas, enquanto numa destas lojas o cliente é pago na hora. A diferença é que em leilão "o mercado paga o valor que acha justo pela peça" e nestas lojas o preço é apenas um cálculo matemático. Para Pedro Maria Alvim, um dos administradores da leiloeira Cabral Moncada, "hoje em dia as pessoas têm muita informação e percebem quando têm uma antiguidade. Quando isto não acontece ou é por ignorância ou por aflição", explica o administrador, garantindo que não tem uma "visão muito alarmista" da situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesma ideia é partilhada por Isabel Silveira Godinho, directora do Palácio Nacional da Ajuda. "Não acredito que quem tem uma jóia do século XVIII e que sabe o que tem em casa vai pô-la a derreter. Agarra nela e vende-a a um antiquário ou em leilão", diz a estudiosa e coleccionadora de jóias, admitindo, no entanto, que a venda destes bens é cada vez maior. "Basta olhar para os catálogos dos últimos leilões."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também Isabel Lopes da Silva, proprietária de um dos mais emblemáticos antiquários de Lisboa, não vê, para já, motivo de preocupação. "Não serão muitas as peças importantes a serem derretidas. Acho que está a acontecer uma grande limpeza e claro que no meio disto há sempre coisas interessantes, mas não é o grosso", garante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ou sem conhecimento, a analisar pelo número de lojas, que já chegaram até aos locais mais recônditos do país, este é um negócio em crescimento. Gonçalo Vasconcelos e Sousa não têm dúvidas de que está em causa a perda "de uma das artes que mais veementemente têm levado Portugal a um plano de protagonismo na história das artes decorativas no mundo".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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      <name>Carlos Tavares</name>
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    <issued>2012-02-25T11:35:38</issued>
    <title>Tesouro à casa torna</title>
    <published>2012-02-25T11:40:51Z</published>
    <updated>2012-02-25T11:40:51Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="noticia-intro"&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/carlostavares/fotos/?uid=UfoITbHjyY0aKJk2uP4S" rel="noopener"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="https://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba00875cb/10404552_RQMy2.jpeg" alt="" width="262" height="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Tesouro da fragata Las Mercedes regressa a Espanha 200 anos depois, esteve 200 anos perdido, mas agora o tesouro de cerca de 600 mil moedas de ouro e prata regressou a casa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Tinha-se afundado numa batalha em que a fragata espanhola Nuestra Señora de Las Mercedes foi abalroada, ao largo do Algarve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;É um tesouro de valor incalculável, 17 toneladas de moedas de ouro e prata que nesta sexta-feira partiram da Florida, nos EUA, a bordo de dois Hércules C-130 com destino a uma base militar próxima de Madrid.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial,helvetica,sans-serif;"&gt;Durante quase dois séculos esteve no fundo do mar, até que uma empresa norte-americana o descobriu. Depois de uma batalha judicial que já se prolongava há cinco anos regressa agora a Espanha. “Missão cumprida”, disse aliviado Jorge Dezcallar, embaixador espanhol nos EUA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: arial, helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;publicado pelo Público&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;br class="clear" /&gt;&lt;br class="clear" /&gt;&lt;br clear="all" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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